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China quer acelerar habilitação de novos frigoríficos do Brasil

por Ascom/VPR publicado: 26/06/2015 17h06 última modificação: 26/06/2015 17h07

O vice-presidente Michel Temer e o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Yang, presidiram a IV Reunião da Cosban, a Comissão de Alto Nível Brasil-China. No encontro, os dois países acertaram que vão acelerar os processos de habilitação de frigoríficos para exportação. "Obtive do vice-primeiro-ministro Wang Yang o compromisso de agilizar a habilitação de novos frigoríficos”, declarou o vice-presidente. A China tornou-se o maior parceiro comercial brasileiro, tendo o comércio entre os dois países chegado a US$ 80 bilhões em 2013.

Da parte brasileira, 8 estabelecimentos já estão habilitados, mas existem outros 100 pedidos para carnes bovina, suína e de frango. O Brasil pretende que a China deixe de fazer inspeções em cada empresa e faça inspeção por amostragem. Da parte chinesa, existe o pedido para que o Ministério da Agricultura habilite empresas chinesas que exportam pescados.

Aviação - A Cosban também tratou da venda de aeronaves da Embraer para o país asiático. Já foi acertada a venda de 22 unidades de um lote de 60 aviões. O Brasil pediu a simetria tributária para produção aeronáutica na China para que a Embraer possa simplificar e dinamizar os investimentos naquele país.

Ferrovias - O governo brasileiro vai entregar em maio de 2016 o relatório sobre a viabilidade da construção da ferrovia bioceânica. A estrada de ferro vai sair do Brasil e passar pelo Peru para facilitar exportações pelo Oceano Pacífico.

Comunicações - Ficou marcado para 2018 o lançamento do satélite CBERS 4A, depois da colocação em órbita do CBERS 4 em dezembro do ano passado.

Internet - O governo chinês ofereceu apoio para firmar convênios na área de transmissão de internet banda larga e 4G. A China tem, hoje, 800 milhões de usuários de internet rápida.

Agronegócio - Além da questão da carne, a Cosban definiu para o mês de agosto a escolha da variedade de algodão para desenvolvimento de espécie resistente à seca. O projeto será elaborado pela Embrapa e a agência equivalente da China.

Na reunião da Cosban, também foi tratado o Plano de Ação Conjunta que prevê investimentos de US$ 50 bilhões, acordos de cooperação em diversas áreas e foi assinado em maio. "Precisamos implementar o plano e torná-lo realidade”, disse o vice-primeiro-ministro Wang Yang.