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Brasil e Inglaterra estabelecem ações para combate à desnutrição

por Portal Planalto publicado: 07/06/2013 19h59 última modificação: 08/06/2013 18h45
Ascom/VPR

Governos de 40 países, empresários, organizações não-governamentais e cientistas, participaram do Nutrição Para o Crescimento (Nutrition For Growth), o maior evento mundial contra a subnutrição. Foram fixadas metas para os próximos anos no combate à fome. O encontro foi co-anfitrionado pelos governos da Grã-Bretanha, do Brasil e pela Fundação do Fundo de Investimentos para a Infância (Ciff).

Foram firmados compromissos concretos para serem atingidos até 2020. Un deles é alcançar, com programas de alimentação, pelo menos 500 milhões de mulheres grávidas e crianças abaixo de dois anos. Reduzir de 165 milhões para 20 milhões, o número de crianças com menos de cinco anos afetadas por atrofiamento relacionado à subnutrição. E salvar as vidas de, no mínimo, 1,7 milhão de crianças, aumentando o aleitamento materno e a nutrição.

“Ajudar quem tem fome não é caridade, benevolência. Trata-se de abrir mercados”, disse o vice-presidente da República, Michel Temer. Ele relatou o ciclo virtuoso criado no Brasil, que, nos últimos 12 anos, retirou 40 milhões de pessoas da miséria. E que, além de ser ter acabado com a fome, os egressos da pobreza passaram a consumir mais e obrigando maior produção, tanto no Brasil, como no exterior.

Um cálculo feito pelo governo britânico demonstra que cada libra gasta para se combater à fome retorna 15 libras, por conta de economia com sistema de saúde e pelo ganho de produtividade dos cidadãos. “Não basta dinheiro, é preciso que os países controlem o próprio destino”, defendeu o primeiro-ministro britânico, David Cameron. Ele também falou que é preciso haver transparência dos governos que recebem doações. “Dessa forma, toda população poderá ver quem paga quanto e quem recebe quanto”, completou. Segundo o governo da Grã-Bretanha, mais de oito mil crianças morrem por dia por questões relacionadas à subnutrição. E cerca de 80% de crianças com problemas de desenvolvimento físico estão em apenas 14 países.