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Brasil assina compromisso para compra de sistema antiaéreo e transferência de tecnologia

por Portal Planalto publicado: 20/02/2013 17h52 última modificação: 20/02/2013 17h59

O governo brasileiro firmou acordo com o governo russo para aquisição de baterias antiaéreas e desenvolvimento de tecnologias para a produção dos equipamentos de defesa. A intenção é fazer com que empresas brasileiras produzam esses armamentos, no futuro.  O Brasil pretende adquirir dois sistemas de mísseis: um de longo alcance, para alvos de até 15 km de distância, e outro portátil, de menor alcance. O país ainda não conta com esse tipo de armamento, que é exigido para prevenção de atentados em grandes eventos, como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016,  no Rio de Janeiro.

“O Ministério da Fazenda já começou a fazer o estudo para a compra desses equipamentos”, disse Temer, que também ressaltou a importância do acordo com os russos para o desenvolvimento da indústria bélica nacional.
O compromisso foi assinado durante a 6ª Comissão de Alto Nível de cooperação Brasil-Rússia (CAN), que ocorreu nesta quarta-feira (21) em Brasília. Os dois governos também fecharam entendimentos para que instituições de ensino russas recebam estudantes brasileiros, por meio do programa Ciência Sem Fronteiras. O Brasil também tem interesse no intercâmbio de técnicos russos em diversas áreas.
A agricultura também foi debatida pela CAN. O Brasil estabelecerá critérios fitossanitários que facilitem a importação de trigo russo. Em relação à carne suína brasileira, o ministro da Agricultura, Nikolai Fedorov, falou que vai enviar técnicos sanitários ao Brasil para vistoriar as empresas que ainda não estão credenciadas a exportar à Rússia. No encontro, também foram discutidos temas de outras áreas de cooperação, como o uso das moedas nacionais (reais e rublos) para transações entre os dois países.  
Para o primeiro-ministro russo, Dmitri Medvedev, Rússia e Brasil têm que aprofundar as relações comerciais. A meta dele é aumentar o volume do comércio bilateral de US$ 6 bilhões para US$ 10 bilhões.


Assunto(s): Governo federal