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Alemanha defende maior integração com Brasil

por Portal Planalto publicado: 15/11/2012 14h16 última modificação: 15/11/2012 15h25
Colaboradores: Ascom / VPR
Ascom / VPR

A chanceler da Alemanha, Angela Merkel, propôs nessa quinta-feira (15/11) ao vice-presidente, Michel Temer, que os dois governos criem um mecanismo bilateral permanente de consultas regulares. Hoje, os germânicos tem mecanismos desse tipo somente com Rússia e China. Com esse passo, Merkel demonstra querer estreitar ainda mais suas relações com o Brasil. Ela pediu que Temer leve a proposta à presidenta Dilma Rousseff  para que possam oficializar esse acordo em janeiro próximo, quando Merkel visitará o Chile para encontro com países Latino-Americanos.

"A Alemanha está aberta a investimentos e parcerias com o Brasil", frisou Merkel. Segundo ela, 90% do crescimento econômico mundial ocorrem atualmente em países não-europeus. Por isso, é importante intensificar as trocas comerciais e os investimentos entre os países desenvolvidos e os países em desenvolvimento.

Michel Temer recordou que mais de mil empresas alemãs já estão instaladas em solo brasileiro. Mas há interesses específicos por áreas que são consideradas estratégicas pelo governo, como portos, aeroportos, ferrovias, infraestrutura e tecnologia. E, especialmente, pelos grandes eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016. Ele apontou a elevação de mais de 40 milhões de brasileiros para a classe média como um fenômeno que exige ainda maior produção e desenvolvimento no Brasil e, por consequência, novas ações de governo para atender a esse novo mercado.

"Penso que podemos continuar essa parceria muito produtiva", disse Merkel, elogiando a história da presidenta Dilma Rousseff. Ela admitiu que o potencial de crescimento brasileiro é maior que o da Alemanha. Temer ponderou que a relação pode ser amplamente benéfica para os dois países, com associação entre o potencial brasileiro e a tecnologia germânica. Ele lembrou que ambos possuem democracias sólidas, com instituições funcionando plenamente e com identidades semelhantes no campo dos valores políticos e sociais. "Somamos a democracia política à democracia social", resumiu Temer.