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Michel Temer propõe maior controle sobre uso de energia nuclear

Vice-presidente da República defende fortalecimento da Agência Internacional de Energia Atômica. Organismo ligado à ONU é responsável pela promoção do uso pacífico de energia nuclear.
por Portal Planalto publicado: 29/03/2012 11h55 última modificação: 16/05/2012 16h10

Na Cúpula sobre Segurança Nuclear, em Seul na Coréia do Sul, o vice-presidente da República, Michel Temer, defendeu o fortalecimento da Agência Internacional de Energia Atômica, integrante da Organização das Nações Unidas. O discurso foi acompanhado por líderes de 53 países, entre eles, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, da China, Hu Jintao, e da Coréia do Sul, Lee Myung-bak.

A AIEA é o organismo internacional responsável pela promoção do uso pacífico de energia nuclear. Segundo Temer, a prevenção de acidentes em usinas e o controle do terrorismo não devem inibir a aplicação desta fonte de energia para a medicina, agricultura, indústria e pesquisa científica. Por isso, o organismo seria responsável por aumentar ainda mais os padrões de segurança. “É importante que comecemos a pensar na reinserção de nossos debates no foro multilateral para o tratamento destas questões, que é a Agência Internacional de Energia Atômica”, disse o vice-presidente no discurso em Seul.

O vice-presidente reiterou o compromisso para eliminação completa das armas nucleares e usou o Brasil como exemplo do uso pacífico da energia atômica. Atualmente, o país possui o complexo usinas de Angra dos Reis, domina a tecnologia de enriquecimento de urânio e desenvolve reatores nucleares para uso em embarcações. Ao mesmo tempo, o governo brasileiro é signatário de diversos tratados sobre a não-proliferação de armas nucleares e de combate ao terrorismo. Michel Temer lembrou que estes compromissos estão previstos na Constituição Federal, da qual ele foi um dos deputados constituintes.

“A Carta Magna aprovada em 1988 deu expressão a uma série de princípios que devem reger nossas relações internacionais. Dentre eles, a solução pacífica dos conflitos, a cooperação entre os povos para o progresso da humanidade, o repúdio ao terrorismo e, de forma inédita no plano internacional, norma segundo a qual a energia nuclear terá usos para fins apenas pacíficos no Brasil”, discursou.

Assunto(s): Governo federal