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Michel Temer participa de abertura da 4ª Aliança das Civilizações

por Portal Planalto publicado: 11/12/2011 15h15 última modificação: 16/05/2012 16h23
Foto: Aluizio de Assis

Foto: Aluizio de Assis

O vice-presidente da República, Michel Temer, defendeu neste domingo (11) a adoção de novos conceitos para tratar os conflitos internos de países do Oriente Médio. Em discurso na abertura do 4º Fórum da Aliança das Civilizações da Organização das Nações Unidas, realizado em Doha, capital do Qatar, Temer propôs que seja levado em conta o princípio da responsabilidade ao proteger, assegurando o respeito aos direitos humanos, na defesa da segurança do povo, mas também buscando garantir, pelos mecanismos de diálogo, o respeito à soberania das nações.

"A violência contra a população civil deve ser repudiada onde quer que ocorra. Mas temos também de estar conscientes das possíveis conseqüências indesejáveis de ações da comunidade internacional com base em preocupações legítimas com as populações ameaçadas. Essa é a razão pela qual o Brasil propôs, no Conselho de Segurança, novo debate sobre um conceito complementar e essencial à Responsabilidade de Proteger: a “Responsabilidade AO Proteger”. Os dois conceitos devem caminhar juntos, de forma a evitar maiores danos às populações civis. Importante é ressaltar que sua aplicação no terreno deve ser monitorada pelo Conselho de Segurança em nome de uma responsabilidade coletiva comprometida com a proteção de civis na promoção da paz", discursou o Vice-presidente.

Ele frisou que a criação do Estado palestino é um dos caminhos para a conquista da paz no Oriente Médio. Também condenou as violações dos direitos civis, mas alertou para as consequências das intervenções de potências militares em outros países, numa referência ao direto à auto-determinação dos povos. "O estabelecimento de um Estado palestino livre e soberano, capaz de viver em paz e segurança ao lado de Israel, diminui a intolerância e a violência, alimentando a paz no Oriente Médio", disse Temer.

O vice-presidente acrescentou que as lideranças mundiais não podem, em razão do agravamento da crise econômica mundial, diminuir os gastos com políticas públicas sociais. Esse alerta foi seguido da observação de que a violência, a xenofobia e a intolerância podem ser resultantes do agravamento da crise européia.