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Ministro marroquino pede apoio brasileiro para votação na ONU

Governo brasileiro defende que a disputa seja negociada no âmbito das Nações Unidas
por Portal Planalto publicado: 06/04/2011 18h31 última modificação: 24/11/2014 15h40

O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação do Marrocos, Youssef Amrani, pediu ao vice-presidente Michel Temer, em audiência realizada no final da manhã desta quarta-feira, o apoio do Brasil para votação que será realizada este mês pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas e que pode mudar o objetivo da Força de Paz presente no país há vinte anos.

O Brasil ocupa atualmente uma das cadeiras rotativas do conselho e pleiteia a reforma do colegiado e a ocupação de um assento permanente. A ONU mantém uma força de paz no Marrocos com o objetivo de manter a separação das forças militares e a observância do acordo de cessar fogo entre o Reino do Marrocos e a República Árabe Democrática Saarauí, que fazia parte do reino antes do período de colonização européia. O Marrocos reinvidica a reintegração do território, que passou por um período de domínio espanhol, e oferece autonomia política ao Saarauí. Entretanto, a Frente Polisário, criada na década de 70, defende a independência total e a instituição de uma república socialista.

O Conselho de Segurança da ONU irá analisar este mês um pedido feito pelo Saarauí para a inclusão, nas atribuições da Força de Paz, da observância do respeito aos direitos humanos. “Nós defendemos a continuidade do processo de diálogo já existente. Há mais de 30 anos buscamos uma alternativa negociada que satisfaça os dois lados. Queremos evitar que haja uma instrumentalização que possa prejudicar esse processo. Somos o único país da região comprometido com a questão dos direitos humanos”, afirmou Amrani. O Marrocos tem aceitado a visita de relatores da ONU para a questão dos direitos humanos, mas é contrário às mudanças no objetivo da Força de Paz.

O Vice-presidente Michel Temer afirmou que levaria à Presidenta Dilma Roussef as questões levantadas pelo representante marroquino. De acordo com o Sub-Secretário Geral de Assuntos Políticos para África e Oriente Médio do Itamaraty, Embaixador Paulo Cordeiro de Andrade Pinto, o governo brasileiro defende que a disputa seja negociada no âmbito das Nações Unidas.