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FIESP defende reforma política apresentada por Temer

Reforma que Temer defende se baseia em dois pontos: votação majoritária para vereadores, deputados estaduais e federais e a fidelidade partidária durante o exercício do mandato
por Portal Planalto publicado: 18/02/2011 18h12 última modificação: 26/11/2014 18h23

O vice-presidente da República, Michel Temer, recebeu o apoio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo para seu projeto pessoal de reforma política. O presidente da entidade, Paulo Skaff, declarou que vai defender o modelo apresentado por Temer de forma institucional, pela Fiesp. “Mais do que levar a ideia ao meu partido, o PSB, vou defender o projeto no Congresso Nacional”, disse Skaff.

Michel Temer fez uma exposição de quase duas horas para os empresários a mudança que defende na Constituição Federal. A palestra ocorreu durante a reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp. A reforma que Temer defende se baseia em dois pontos: votação majoritária para vereadores, deputados estaduais e federais e a fidelidade partidária durante o exercício do mandato. “Bastam dois ou três artigos em um Projeto de Emenda à Constituição para fazermos uma grande mudança estrutural nas eleições brasileiras”, falou o vice-presidente.

Para o vice-presidente, o voto majoritário traria uma reforma explícita e outra, implícita. “Esta medida vai acabar com a votação proporcional: serão eleitos os mais votados. E não haverá mais as distorções de candidatos com 300, 400 votos serem eleito, enquanto outros de 120 mil votos ficarem de fora. Mas, além disso, esta reforma acaba também com as coligações. Elas não terão mais sentido em um cenário em que não será mais preciso se atingir o quociente eleitoral. Na votação majoritária, os partidos se fortalecerão. E as pequenas legendas vão tender a se unir em agremiações maiores e mais representativas, com programas partidários definidos. É o que chamo de efeito indireto desta reforma política”, explicou.

Temer disse aos empresários que a simplicidade da proposta é um fator favorável para aprovação pelo Congresso Nacional. Lembrou que outras proposições mais complexas não passaram pelo crivo dos parlamentares e são de difícil assimilação pelos eleitores. “Já houve tentativas nesse sentido, sem sucesso. Por isso, considero que esta seja uma reforma política possível. E, devo ressaltar, que proponho a medida em caráter pessoal, não como representante o governo federal, nem como presidente licenciado do PMDB”, esclareceu Temer.