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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República em exercício, Michel Temer, após a solenidade de abertura da Conferência Mundial de Determinantes Sociais da Saúde - Rio de Janeiro/RJ

por Portal do Planalto publicado 19/10/2011 17h40, última modificação 07/07/2014 12h20
O Presidente em exercício Michel Temer concede entrevista após abertura da Conferência Mundial de Determinantes Sociais da Saúde no Rio de Janeiro (RJ)

Rio de Janeiro-RJ, 19 de outubro de 2011

 

Jornalista: Presidente, falando em Saúde, como é que o senhor está avaliando a saúde política do ministro Orlando Silva, qual é a sua avaliação pessoal sobre esses fatos dos últimos dias, Presidente?

Presidente: Olha, eu acho que o ministro tem sido muito firme nas suas afirmações e eu acho que nós temos que aguardar os acontecimentos, não é? Não há como fazer nenhum pré-julgamento, é preciso aguardar o debate em torno da questão. Reitero que ele tem sido muito, muito próprio em tudo aquilo que afirma, está muito convencido – falei com ele ainda hoje pela manhã – está muito convencido da sua posição, portanto, vamos aguardar os acontecimentos.

Jornalista: Presidente, setores do PCdoB dizem que essa crise do Esporte é uma articulação do PMDB, que o PMDB vai esvaziar o Ministério que agora está forte por causa da Copa, das Olimpíadas. Como é que o senhor vê essa crítica (incompreensível)?

Presidente: Ah, inteiramente falsa, não é? Não há nenhuma, nenhuma mobilização político-partidária em torno disso, não é? Ninguém disse que o acusador é deste ou daquele partido; não há nenhum envolvimento político-partidário e naturalmente muito menos se eles (incompreensível).

Jornalista: PT e PMDB.

Presidente: Não, não, nada de PMDB e PT. Se houvesse, eu confesso que teria chegado aos meus ouvidos.

Jornalista: Presidente, (incompreensível) importante sobre os royalties que o governador Sérgio Cabral andou pressionando a presidente Dilma (incompreensível) é... (incompreensível) o senhor como representante do governo federal, qual a sua posição?

Presidente: Olha, eu acabei de conversar com o governador Cabral. A tendência toda do governo federal é buscar não prejudicar o estado do Rio de Janeiro, sem embargo de compensar os estados produtores. A União até já abriu boa parte daquilo a que tinha direito, não é?

Mas as negociações continuam. Vocês sabem que hoje ainda haverá uma discussão dessa matéria lá no Senado Federal. Haverá modificações que serão remetidas à Câmara dos Deputados. Portanto, aí, nós temos muito tempo para negociações de maneira – dizíamos eu e o governador Sérgio Cabral – a não prejudicar o Rio de Janeiro.

Jornalista: Porque até agora todas as negociações implicam, de certo modo, (incompreensível) prejuízo dos estados produtores. É o que se fala (incompreensível). Como garantir que...?

Presidente: É, mas nós vamos, veja bem, nós vamos... Quando eu digo “nós temos tempo ainda para negociar”, é para verificar até onde o Rio de Janeiro pode ir, até onde a União pode ir, até onde os estados produtores podem chegar, para haver uma concordância, não é? Uma concordância, digamos, federativa, uma concordância de todos os estados e, inclusive, da União.

Jornalista: O senhor acha importante, além de discutir isso, para não ir para a Justiça a questão dos royalties?

Presidente: Eu acho, eu acho. Nós chegarmos à composição federativa, no caso, não é? Eu acho muito mais justo do que discutir essa matéria no Poder Judiciário.

Jornalista: Presidente, a União já chegou ao seu limite, até onde ela poderia ceder?

Presidente: Pelo menos até o presente momento, é a posição da União. A União avançou bastante. Mas não significa que as negociações não possam prosseguir, está bem?

___________: Gente, obrigado.

Jornalista: Boa viagem, Presidente. Obrigado.

 

Ouça a íntegra da entrevista (03min03s) do Presidente em exercício Michel Temer