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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República em exercício, Michel Temer, após a palestra de abertura do Congresso Brasileiro de Direito Administrativo - Salvador/BA

por Portal do Planalto publicado 18/10/2011 22h00, última modificação 07/07/2014 12h20
Entrevista coletiva concedida pelo Presidente em exercício, Michel Temer, após a palestra de abertura do Congresso Brasileiro de Direito Administrativo

Salvador-BA, 18 de outubro de 2011


Jornalista: Presidente, no (incompreensível) o PMDB é aliado do PT. Nas eleições municipais, aqui em Salvador, o desenho que está se configurando é do PMDB se aliar ao PSDB e ao DEM. Qual a sua opinião sobre isso?

Presidente: Você sabe que a realidade nacional revela essa circunstância que você está mencionando. Muitas vezes, você tem uma posição na área nacional que não se reproduz nas localidades. Isso não acontece apenas no PMDB, acontece com vários partidos. O importante é que todos colaborem entre si para o bem do município, para o bem do estado, para o bem do país.

Jornalista: Presidente, aqui, aqui embaixo... o senhor chegou a acompanhar as declarações do Ministro lá em Brasília? Qual é a sua posição sobre, especificamente, esse caso, em relação ao ministro Orlando Silva? Mais um mês, mais uma nova denúncia. Isso, de certa maneira, tumultua o governo?

Presidente: Olha, eu acompanhei, confesso, uma parte, porque, a partir das 16 horas, eu tive que vir aqui para a Bahia, mas o que há com as declarações dele, ele está esclarecendo os fatos, e o que o governo quer, assim a presidente Dilma até, quando viajou, me disse, o que o governo quer é que os fatos sejam esclarecidos. Agora, não tumultua minimamente o governo. Você sabe que, quando sai um ministro, imediatamente se nomeia um outro, e o governo tem sequência natural. De modo que não há tumulto nenhum. É aquilo que se fala: não há crise administrativa no governo.

Jornalista: (incompreensível) saída do Orlando Silva seria metabolizada rápido pelo governo. O governo já está contando com isso.

Presidente: Não, o governo não para quando sai um ministro, mas o governo não está contando com isso. O governo está contando, no momento, que o Ministro faça todos os esclarecimentos, como vem fazendo. Vocês sabem que, hoje, ele próprio pediu para ir à Câmara dos Deputados e já fazer o depoimento.

Jornalista: Isso, de uma certa maneira, pode ser uma ameaça ao governo (incompreensível) Brasil? Isso representa algum perigo nesse sentido ou não?

Presidente: Não creio. Você sabe que o Ministro é uma peça importantíssima. Eu sou testemunha do trabalho excepcional que ele fez lá em Copenhague. Eu estava lá em Copenhague quando se decidiu, por exemplo, as Olimpíadas, e, de igual maneira, ele vem fazendo um excepcional trabalho em prol do Campeonato Mundial de Futebol, aqui, em 2014. Nós esperamos, naturalmente, que ele continue, mas, de qualquer maneira, isso não tumultua minimamente a questão do Esporte no nosso país.

Jornalista: O que a Presidente Dilma tem falado sobre isso para o senhor? Eu sei que a Presidente Dilma já falou sobre (incompreensível).

Presidente: Aquilo que eu acabei de dizer: vamos aguardar os acontecimentos.

Jornalista: Existe, então, um desgaste (incompreensível) causou um desgaste. Mesmo que ele seja inocente...

Presidente: Você sabe que...

Jornalista: ...como aconteceu no caso do Palocci (incompreensível), vai haver um determinado momento que...

Presidente: É, mas não houve descontinuidade do governo, não é? Isso é o que eu quero significar. O governo continua da mesma maneira, continua fazendo o plano contra a miséria, continua fazendo o plano Brasil Maior, continua criando escolas técnicas em todo o país, continua com o Minha Casa, Minha Vida. Enfim, o governo não fica paralisado em função desses fatos.

________: Mais uma, hein, pessoal.

Jornalista: O senhor acredita que seria necessário ele se afastar do cargo para serem investigadas essas coisas todas?

Presidente: Eu não creio que, neste momento, haja necessidade disso. Nós estamos aqui e, convenhamos, a denúncia veio agora no final de semana. Hoje é terça-feira. Pela primeira vez ele foi à Câmara para se manifestar. Eu não creio que haja necessidade disso. É preciso esperar os acontecimentos.

Jornalista: Presidente, a última aqui, por favor.

Presidente: Vamos lá.

Jornalista: O senhor acha que esse escândalo pode ter algum interesse grande dos outros partidos que estão de olho no Ministério do Esporte?

Presidente: Não creio. Não creio que haja isso não. Não creio que haja isso.

Jornalista: (incompreensível) e da Fifa e da CBF? Tem gente no governo que acredita que essas denúncias podem ter nascido ali por causa da dificuldade da relação do Planalto com a Fifa.

Presidente: Eu não creio, mas isso, mais uma vez eu digo a vocês: o tempo é que vai dizer.

Jornalista: (incompreensível)

________: Obrigada, hein, pessoal. Obrigado, obrigado.

Presidente: Vamos indo?

________: Obrigado.

 

Ouça a íntegra da entrevista (3min42s) do Presidente em exercício, Michel Temer.