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Entrevista coletiva concedida pelo Presidente da República em exercício, Michel Temer, antes do jantar de abertura do Foro Ibero-América – Edição 2011 - Rio de Janeiro/RJ

por Portal do Planalto publicado 03/11/2011 22h10, última modificação 07/07/2014 12h20
Presidente em exercício comenta que toda política pública, hoje, tem sido com vistas a aumentar a igualdade entre as pessoas

Rio de Janeiro-RJ, 03 de novembro de 2011


 

 

_________: Gente, rapidamente, três perguntas, quatro perguntas. Quem quiser começar, o Presidente já responde às perguntas...

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: Bom, aqui, nesta reunião, eu verifico que se trata de uma reunião de figuras exponenciais dos países ibero-americanos. É interessante, eu até vou registrar, que muito recentemente estive na reunião de cúpula dos países de língua ibero-americana, a Cúpula Ibero-Americana. E aqui é interessante: lá era um acontecimento oficial, aqui é do setor privado, não é? É quase uma PPP, é quase uma parceria público-privada, entre aqueles que se interessam oficialmente pelo progresso dos seus países e aqueles que, no âmbito particular, no âmbito privado, também se interessam por esses temas. Assim como você disse, o mundo está pegando fogo, mas o Brasil ainda não está.

Então, eu creio que a reunião vai ser muito produtiva para o Brasil e para os países deste Foro Ibero-Americano.

 

Jornalista: (inaudível)

 

Presidente: No G-20? Olhe, eu acredito que o Brasil deverá ganhar, porque hoje o Brasil é visto com olhos diferentes do passado. O Brasil é respeitadíssimo, eu tenho observado isso em alguns foros internacionais. Certa e seguramente a presidenta Dilma fará um pronunciamento, como tem feito algumas declarações, no sentido de que o Brasil pode colaborar, hoje, até com os países mais pobres, países que têm dificuldade. Acho que o Brasil sairá ganhando, no plano internacional.

Jornalista: (incompreensível)

Presidente: Não acredito. Eu acredito que, primeiro, é uma questão interna do Partido dos Trabalhadores. Mas, em segundo lugar, eu não creio que haja uma troca, ou seja, que ela, eventualmente, possa ir a algum Ministério. Até poderia ir, pelas qualidades que tem e que possui, mas não há essa perspectiva de troca.

 

Jornalista: (incompreensível) uma solução para essa crise nos países europeus, com relação a...?

Presidente: Bom, eu confesso que não tenho condições de saber quanto é que o Brasil pode oferecer para solucionar essa crise. O que eu sinto é que o Brasil está disposto a colaborar para isso. Agora, quanto será, eu não tenho condições de dizer.

Jornalista: Presidente, como o senhor interpretou os dados do IDH divulgado ontem e que aponta uma leve melhora dos índices brasileiros em alguns aspectos, mas também uma queda no país, em termos da desigualdade?

 

Presidente: Olha, em primeiro lugar, de qualquer maneira, como você registrou, houve um pequeno aumento, um ponto que significa aumento e não diminuição. Mas, em segundo lugar, e eu não quero colocar em dúvida os critérios que foram utilizados, mas a realidade que nós assistimos e vemos aqui, no Brasil, é que a desigualdade diminuiu, ela não aumentou. Ao contrário, toda a política pública, hoje – aliás, desde a Constituição de [19]88 – tem sido com vistas a aumentar a igualdade entre as pessoas, e ela tem se verificado.

Então, sem, digamos assim, questionar eventuais critérios científicos, eu aqui, como brasileiro, eu vejo que algum equívoco deve haver nessa avaliação. Está bem?

Jornalista: Presidente, muito obrigado.

 

Ouça a íntegra da entrevista (03min54s) do Presidente em exercício