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Presidenta Dilma Rousseff

Perfil

por Portal Planalto publicado: 31/12/2014 10h42 última modificação: 31/12/2014 10h49

A presidenta Dilma Vana Rousseff nasceu em Belo Horizonte, a 14 de dezembro de 1947, filha do advogado e imigrante búlgaro Pedro Rousseff e da professora fluminense Dilma Jane da Silva. É a filha do meio entre os irmãos Igor e Zana.

Iniciou seus estudos no tradicional Colégio Nossa Senhora de Sion, em Belo Horizonte e, aos 16 anos, quando cursava o ensino médio no Colégio Estadual Central, enfrentou as primeiras batalhas pela democracia, pela justiça social e pelo desenvolvimento econômico de seu país. Foi para as ruas protestar contra o golpe militar que depôs o presidente eleito João Goulart e participou da luta organizada contra a ditadura. 

Foi militante dedicada, valente e determinada, o que a levou à prisão e à tortura nos porões do regime militar. Na militância contra a ditadura conheceu o advogado gaúcho Carlos Franklin Paixão de Araújo, com quem manteve uma relação que durou por mais de trinta anos. Condenada pela ditadura, passou quase três anos (1970-1972) no presídio Tiradentes em São Paulo.  Livre da prisão, foi morar em Porto Alegre em 1973 e ingressou na faculdade de Economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.  Em 1975, começou a trabalhar como estagiária na Fundação de Economia e Estatística (FEE), órgão do governo gaúcho e concluiu o bacharelado de economia em 1977.  Em 1990, volta à FEE como presidente da instituição. Em 1976, nasce Paula Rousseff Araújo, que, 30 anos mais tarde, lhe deu o neto querido, Gabriel, com quem, quando possível, passa as tardes de domingo no Palácio da Alvorada ou em sua casa em Porto Alegre.

No início da década de 80, ajuda o ex-governador Leonel Brizola a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT) no Rio Grande do Sul, assessora a bancada trabalhista na Assembleia Legislativa e a convite do prefeito Alceu Collares, também do PDT, assume a Secretaria Municipal da Fazenda em Porto Alegre. Eleito governador em 1993, Collares a leva para a Secretária Estadual de Energia, Minas e Comunicação. Em 1998, Dilma inicia o curso de doutorado em Economia na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em São Paulo, mas, já envolvida na campanha sucessória do governo gaúcho, não chega a defender tese. Permanece secretária de Energia quando, em 1999, Olívio Dutra toma posse como governador eleito numa coligação PT-PDT e, em 2000, Dilma filia-se ao Partido dos Trabalhadores.  Em 2001, abate-se sobre o país grave crise no abastecimento de energia e o Rio Grande do Sul é um dos poucos estados da federação a não sofrer apagões.  Credenciada pelo seu desempenho na Secretaria durante a crise, o presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva a convida, em fins de 2002, a participar da equipe de transição que prepararia o próximo Governo Federal.   Com a posse de Lula, torna-se ministra de Minas e Energia.

Entre 2003 e 2005, comanda profunda reformulação no ministério com a criação do chamado marco regulatório (leis e normas técnicas que regem as relações do Estado com as empresas do setor) e prepara o país para evitar a repetição de desabastecimento de energia em caso de novas crises hídricas.  Além disso, preside o Conselho de Administração da Petrobrás, introduz o biodiesel na matriz energética brasileira e cria o programa Luz para Todos.

Lula escolhe Dilma para ocupar a chefia da Casa Civil e coordenar o trabalho de todo o ministério em 2005. A ministra assume a direção de iniciativas estratégicas como o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e o programa de habitação popular Minha Casa, Minha Vida. Coordena ainda a Comissão Interministerial encarregada de definir as regras para a exploração das recém-descobertas reservas de petróleo na camada Pré-Sal e integra a Junta Orçamentária do Governo.

No dia 3 de abril de 2010, Dilma deixa o Governo Federal para se candidatar à Presidência. Em 13 de junho, o PT oficializa sua candidatura. No segundo turno das eleições, a 31 de outubro de 2010, Dilma Rousseff, aos 63 anos, é eleita Presidenta da República Federativa do Brasil, com mais de 55,7 milhões de votos (56,05%). É a primeira mulher a chegar ao Palácio do Planalto, como já fora a primeira mulher secretária da Fazenda de Porto Alegre, a primeira secretária estadual de Energia, a primeira ministra de Minas e Energia, e a primeira chefe da Casa Civil. 

Em 2014 é candidata à reeleição, depois de ter, em quatro anos de governo, continuado a obra de inclusão social e redução das desigualdades inaugurada na gestão de Lula. Com o Bolsa Família e o Brasil Sem Miséria, 36  milhões de brasileiros saíram da pobreza extrema – 22 milhões deles somente no governo Dilma, a partir de aprimoramentos do Programa Bolsa Família, que hoje já atende 13,9 milhões de famílias; foram contratadas mais de 3,5 milhões de unidades habitacionais no programa Minha Casa, Minha Vida;  42 milhões de pessoas ascenderam para a classe média; o salário mínimo teve  aumento de 72% acima da inflação e foram criados 20,9 milhões de empregos formais em dez anos. Além disso, foi realizado em seu governo o leilão do Campo de Libra, no Pré-Sal, sob o formato de partilha, o que deverá gerar R$ 638 bilhões em recursos para a educação e para a saúde nos próximos 35 anos, além de R$ 368 bilhões para o Fundo Social.

Em seu governo, Dilma criou mais e novos programas para melhorar a vida dos brasileiros. Na área da saúde, implantou o Mais Médicos que, em menos de dois anos, mobilizou mais de 14 mil médicos do Brasil e do exterior para suprir carências crônicas na periferia das grandes cidades e nos municípios mais desassistidos do país. Hoje, o Mais Médicos está presente em 3,8 mil municípios, atendendo uma população estimada em 50 milhões. Além disso, criou mais 11,4 mil vagas em cursos de graduação em medicina e 12,4 mil vagas de residência médica.

Na educação, além da parceria com estados e municípios para a melhora do ensino pré-escolar, fundamental e médio, foram implantadas novas universidades pelo interior do país e lançado o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que já garantiu cursos técnicos e também de qualificação profissional totalmente gratuitos para 8 milhões de jovens trabalhadores, e tem o objetivo de atender 12 milhões nos próximos quatro anos. São conhecidos os benefícios dos programas ProUni, Fies e Ciência sem Fronteiras para universalização e democratização do ensino superior e o aperfeiçoamento dos estudantes no exterior. Com apoio quase unânime do Congresso à proposta do governo sobre o Marco Civil da Internet, o Brasil se tornou o primeiro país do mundo a ter uma lei que consolida a internet como um espaço livre e democrático, essencial para a participação social, para a inovação e, principalmente, para o exercício da cidadania.

No governo de Dilma foram destinados R$ 143 bilhões para investimentos em mobilidade urbana, o maior volume de recursos públicos aplicados em transporte coletivo da nossa história. Além disso, foram e continuam sendo promovidos investimentos que ampliam e modernizam portos, aeroportos e rodovias por todo o país.

O Brasil sediou uma Copa das Confederações e o maior evento esportivo mundial, a Copa do Mundo de Futebol, com pleno êxito de organização. Foram implantados Centros Integrados de Comando e Controle em todas as cidades-sede da Copa, instrumento que fica como legado indiscutível para a Segurança Pública do país.

Assim como os oito anos de governo Lula, os quatro anos de Dilma contribuíram para a estabilidade macroeconômica; para a redução da dívida líquida do setor público, que entre 2002 e 2014 caiu de 60% para 35% do PIB; para a acumulação de US$ 380 bilhões de reservas cambiais; para a consolidação da democracia em todos os seus aspectos, desde o pleno respeito aos direitos individuais à completa liberdade de imprensa, e para a preservação de um ambiente de harmonia com os vizinhos sul-americanos, com os quais o Brasil vive em paz há mais de 140 anos.

O Brasil ficou mais dinâmico, mais humano, mais igual. No mês em que o país alcançou o mais baixo índice de desemprego de toda a sua história, 4,7%, Dilma Rousseff foi reeleita presidenta da República em segundo turno, a 26 de outubro de 2014, com mais de 54,5 milhões de votos (51,64%).

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Fonte:
Portal Planalto