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Repúdio à misoginia e luta pela igualdade de gênero: Dilma recebe apoio de mulheres de todo o País

Direitos da mulher

Marcha das Margaridas 2015 defendeu presidenta de agressões na internet e apresentou reivindicações
por Portal Planalto publicado: 03/07/2015 22h54 última modificação: 04/07/2015 10h51

Integrantes da Marcha das Margaridas 2015, evento promovido por entidades que debatem questões e lutam pelos direitos da mulher, entregaram nesta sexta-feira (3) documento a ministros onde pontuaram temas de importância para a igualdade de gênero. Além das pautas apresentadas à Eleonora Menicucci (Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres) e outros ministros, as Margaridas repudiaram os ataques sofridos por Dilma Rousseff na internet - como montagens que circularam nas redes, envolvendo o respeito à imagem e honra da presidenta.

Entoando palavras de ordem como “No meu País eu boto fé porque é governado por mulher” e “Não é só contra a Dilma não, é contra todas nós”, as Margaridas, recebidas no Palácio do Planalto, saíram em defesa da presidenta Dilma, a primeira mulher a governar o País e que vem sendo alvo de ações que agridem sua imagem, como mulher e como pessoa pública.

A pauta da Coordenação Nacional da Marcha, formada por mulheres de diferentes segmentos, autuantes no campo e nas cidades, foi entregue aos ministros Eleonora Menicucci, Miguel Rossetto, da Secretaria Geral da Presidência da República, e Tereza Campello, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, além da secretária-executiva do Ministério do Desenvolvimento Agrário, Maria Fernanda Coelho, e representantes de diversos órgãos governamentais. 

A secretária de Mulheres Trabalhadoras Rurais da Confederação Nacional de Trabalhadores da Agricultura (Contag), Alessandra Lunas, destacou como reivindicações o avanço da Reforma Agrária no País e das ações de incentivo à agroecologia. O presidente da Contag, Alberto Broch, disse que a mobilização tem sido grande e há mais de um ano os encontros nos municípios se intensificaram, envolvendo milhares de mulheres.  

A ministra Eleonora Menicucci afirmou que a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres (SPM/PR) historicamente tem se empenhado para atender o movimento. Lembrou que a distribuição das unidades móveis, os ônibus da mulher, que levam informações sobre a Lei Maria da Penha, foi resultado de reivindicações anteriores da Marcha das Margaridas.

Lembrou ainda que a primeira foi entregue em 2013, em um local escolhido por sua simbologia: o município paraibano de Alagoa Grande, terra natal da sindicalista Margarida Alves, inspiradora do movimento das Margaridas, que foi assassinada na década de 80. As unidades fazem parte do Programa Mulher Viver sem Violência da SPM.  

O ministro Miguel Rossetto pediu que as Margaridas entreguem o documento aos ministérios e informou que todos foram orientados a recebê-las. O governo federal, segundo ele, está empenhado em dialogar com a Marcha.

Na oportunidade, a ministra Tereza Campello enfatizou que, além de avançar, a Marcha tem que lutar para manter os direitos conquistados. Destacou o tratamento diferenciado por parte do governo federal para com a agricultura familiar, cuja participação da mulher é predominante. Já a secretária-executiva, Maria Fernanda Coelho, informou que a instituição está empenhada em apresentar à presidenta Dilma Rousseff, dentro de 30 dias, uma proposta de reforma agrária para os próximos quatro anos.

Confira o áudio com a fala da ministra Tereza Campello: 

Manifestação

A secretária Alessandra Lunas informou que a Contag emitiu nota de apoio à presidenta, condenado os ataques que ela vem recebendo à sua honra.

O ministro Miguel Rossetto afirmou que os fatos que estão ocorrendo são um “brutal desrespeito”. “Se fosse homem que estivesse lá (Presidência da República) isso não ocorreria”, completou o ministro.

Sobre esse tema, a ministra Eleonora Menicucci informou que durante a semana acionou a Advocacia-Geral da União, o Ministério da Justiça e o Ministério Público Federal, pedindo apuração e punição para os responsáveis pela produção, divulgação e venda dos adesivos que atentam contra a imagem da presidenta.

Ela acrescentou que a SPM/PR tem recebido manifestações de organizações nacionais e internacionais de apoio. “Precisamos resistir e mostrar que não permitiremos qualquer ataque ao Estado de Direito”, afirmou, e concluiu: “Estamos juntas, continuaremos juntas e estaremos fortes na Marcha nos dias 11 e 12 de agosto.”

Ouça o áudio com a fala da ministra Eleonora Menicucci:

Fonte:
Portal Planalto com informações da Secretaria de Políticas para as Mulheres