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Passagem de Dilma pelos EUA expressa crescente potencial do Brasil para inovação, diz jornal americano

Relações internacionais

Segundo artigo do San Jose Mercury News, momento energiza esforços de cooperação entre os países tanto na área científica quanto nos negócios
por Portal Planalto publicado: 01/07/2015 00h00 última modificação: 02/07/2015 21h04
Roberto Stuckert Filho/PR Dilma Rousseff durante encontro com o presidente executivo da empresa Google, Eric Schmidt, nesta quarta (1º)

Dilma Rousseff durante encontro com o presidente executivo da empresa Google, Eric Schmidt, nesta quarta (1º)

“O Brasil é um país cada vez mais de classe média, onde a tecnologia e a pesquisa de ponta são parte do DNA”, afirma artigo publicado no jornal americano San Jose Mercury News, importante publicação do Vale do Silício. O texto também destaca que a visita da presidenta Dilma Rousseff ao vale, nesta quarta (1º), expressa o “crescente perfil do País como potência da inovação”. 

De acordo com Jason Marczak, autor do artigo e vice-diretor do Adrienne Arsht Latin America Center do Atlantic Council, entidade que reúne líderes de países do Atlântico em prol da cooperação internacional, a passagem de Dilma pelos Estados Unidos trará avanços para ambos os países em áreas como educação, mudanças climáticas, comércio, investimento e defesa. 

Intitulado “Vale do Silício, você se lembra do Brasil?”, o artigo lembra que a relação entre os dois países nos próximos anos virá principalmente da cooperação entre empresários da região norte-americana - uma das mais desenvolvidas do mundo no setor científico e tecnológico e sede de empresa - e empresas orientadas à inovação do Brasil.

O texto ressalta também que “das 500 maiores empresas do mundo, 490 têm presença no Brasil, incluindo muitas das mais inovadoras”, e que “o investimento brasileiro em inovação saltou de 0,2% do PIB há uma década para 1,3% do PIB em 2013”.  Também destaca que as empresas do Vale do Silício (entre elas, Google, Apple e Facebook) “provavelmente também estão de olho no Brasil e seus 200 milhões de habitantes.”

O autor lembra ainda que o Brasil é o segundo maior mercado do Facebook, com 65 milhões de usuários (atrás apenas dos Estados Unidos), e que o uso cada vez maior de smartphones impulsiona o acesso à Internet no Brasil “mais do que em qualquer outro país da região”.

“Depois que Rousseff retornar ao Brasil, as empresas do Vale do Silício terão de continuar o diálogo, buscando maneiras de conectar ainda mais duas das maiores incubadoras de inovação do mundo e aproveitar o impacto do mercado brasileiro”, adianta o autor, destacando que no futuro “benefícios virão para ambos”.

Como exemplo à emergente presença do País como potência inovadora, o autor citou programas federais, tais como o Ciência Sem Fronteiras, que pretende enviar 100 mil brasileiros para universidades de todo o mundo ainda nesta década, e o Start-Up Brasil, que apoia empresas emergentes de base tecnológica, as startups, com subsídios do governo.

>> Blog do Planalto: Bolsistas do Ciência sem Fronteiras nos EUA se dedicam para fazer o melhor no Brasil

“Existem muitos caminhos para fortalecer os laços bilaterais, e todos devem ser buscados de forma agressiva. A relação EUA-Brasil é grande demais para falhar. Com as histórias, valores e sistemas políticos semelhantes que os dois compartilham, uma cooperação mais estreita entre Brasil e EUA é um caminho óbvio a se seguir.“

Jason Marczak também lembrou que o Brasil é destaque internacional “pelos ganhos monumentais que conquistou ao tirar as pessoas da pobreza, pela ampliação do acesso à educação e pela implementação de um quadro jurídico claro e baseado em regras.”

Fonte:
Portal Planalto