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Governo trabalha com Judiciário medida alternativa a reajuste aprovado pelo Senado, diz ministro

Contas da União

Reajuste de 55% a 78% não é compatível com a atual realidade econômica do Brasil, afirma ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão
por Portal Planalto publicado: 01/07/2015 00h00 última modificação: 01/07/2015 20h29
Wilson Dias/Agência Brasil Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que comentou o aumento aprovado pelo Senado Federal

Ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, que comentou o aumento aprovado pelo Senado Federal

O ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa, afirmou nesta quarta-feira (1º) que o aumento de 55% a 78% para os servidores do Poder Judiciário, aprovado pelo Senado Federal, não é compatível com a atual realidade econômica do Brasil, e deverá ser vetado. 

"Nós estamos, desde algumas semanas, trabalhando em conjunto com o Judiciário para desenvolver uma alternativa a esse PL [projeto de lei], mas ele tem que ser responsável, tanto do ponto de vista fiscal, que não aumentasse o volume que a sociedade brasileira destina a pagar seus servidores públicos, e também responsável do ponto de vista social, que preservasse o poder de compra dos servidores", disse Nelson Barbosa, de São Francisco, nos Estados Unidos. Ele integra a comitiva presidencial que está país desde o dia 28 de junho.

Segundo o ministro do Planejamento, o projeto foi enviado ao Congresso pelo então presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa, que deixou o cargo em 2014. "É um PL que reflete uma realidade diferente da que nós temos hoje no Brasil. Várias firmas, várias empresas, vários trabalhadores estão enfrentando dificuldade no setor privado. Neste contexto, não é adequado propor um reajuste que varia de 55 a 78% para os servidores do Judiciário", afirmou. 

Nelson Barbosa também lembrou que o governo trabalha com um cenário de reajuste sim, mas com ponderação. "Propusemos ao Congresso que adiasse essa votação até que essas negociações estivessem concluídas, até que nós pudéssemos elaborar uma proposta que fosse tanto responsável do ponto de vista fiscal, que não aumentasse o volume de recursos que a sociedade brasileira destina a seus servidores públicos, e que fosse responsável também do ponto de vista social, que preservasse o poder de compra dos servidores." 

Fonte:
Portal Planalto