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Futuro acordo com a União Europeia fortalecerá o comércio entre os países do Mercosul

Comércio exterior

Até dezembro deste ano, os representantes dos dois blocos econômicos devem se reunir para montar uma lista de quais produtos poderão ter as tarifas zeradas
por Portal Planalto publicado: 17/07/2015 01h23 última modificação: 17/07/2015 01h23

À frente do comando do Mercosul, o Brasil teve a oportunidade, neste ano, de estreitar relacionamento do bloco latino com os membros da União Europeia. O objetivo maior é o futuro fechamento de parceria comercial entre os países daquele continente com os participantes do Mercosul. A proposta foi apresentada pela presidenta Dilma Rousseff em reunião com presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, e com a chanceler alemã, Angela Merkel, durante a II Cúpula da Celac e da União Europeia, ocorrida no último mês de junho, em Bruxelas.

“Não é trivial, entre quaisquer países, fazer um acordo comercial [desse porte]. Vinte e sete países integram a União Europeia. Se a gente considerar que são países diferenciados e que eles têm, também, de fazer suas discussões, seria algo fantástico”, avaliou Dilma ao final do encontro.

Após a apresentação da proposta, os representantes dos blocos anunciaram entendimento que prevê que, até dezembro deste ano, os dois lados devem se reunir para montar uma lista de quais produtos poderão ter as tarifas zeradas. A indicação é essencial para que seja finalizado o acordo para abertura comercial entre os dois blocos econômicos.

Produtos do setor agrícola, da área de alimentos, moda e cosméticos e mobiliário estariam também entre os beneficiados em caso de acordo com os países europeus.

Apoio dos membros do Mercosul

Em visita ao Brasil no último mês de maio, o presidente uruguaio Tabaré Vázquez já havia destacado que a parceria com a União Europeia seria de “fundamentalíssima importância” para o Mercado Comum do Sul. “Continuamos mantendo firmemente o processo de integração regional. Mas, ao mesmo tempo em que valorizamos e queremos resgatar e fortalecer o Mercosul, também pretendemos adaptar o Mercosul à realidade política internacional, à realidade econômica e comercial internacional. Nesse sentido, talvez uma adaptação nas regras do Mercosul, como uma maior flexibilização, pode abrir caminhos importantes para os nossos países e para melhorar a qualidade de vida com nossos povos."

Além do Uruguai, também a Argentina demonstrou disponibilidade para que a parceria se concretize no futuro, segundo a presidenta Dilma: “Nós temos que ter toda a consideração com a Argentina e não existe motivo para a Argentina não ir conosco. Ela tem essa disposição de fechar [o acordo]”, garantiu.

Fonte:
Portal Planalto com informações do Blog do Planalto