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“Cenário é favorável à expansão do café brasileiro no próximo ano”, afirma Conab

Política Agrícola

Em 2015, a produção brasileira deve superar 44 milhões de sacas. Além disso, a conjuntura observada nos oito estados brasileiros produtores do grão é favorável à safra de 2016
por Portal Planalto publicado: 09/06/2015 17h59 última modificação: 09/06/2015 18h27
O cenário atual é favorável a expansão da safra de café em 2016

O cenário atual é favorável a expansão da safra de café em 2016

A produção de café no Brasil em 2015 deve ultrapassar 44,28 milhões de sacas de 60 quilos do produto beneficiado. A previsão foi anunciada nesta terça-feira (9) pelo diretor de Política Agrícola e Informações da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), João Marcelo Intini.

De acordo com diagnóstico realizado nos cinco primeiros meses do ano, a conjuntura observada nos oito estados brasileiros produtores do grão é favorável à safra de 2016.

“No conjunto, há uma recuperação de Minas e do Paraná. Goiás, atualmente, tem a maior produtividade por hectare do País, com cafés de alta qualidade, irrigados; a Bahia possui excelente padrão de produção; e Rondônia registrou média acima do volume produzido em 2014”, explicou.

João Marcelo destacou  ainda a recuperação da produção nos estados de Minas Gerais e Paraná. “Com 54% do café do País, Minas é o principal estado produtor e teve ampliação de mais de 4%, consequência da melhora nas condições climáticas e tratos culturais realizados por produtores”, afirmou. 

Segundo o diretor da Conab, o Paraná reorganizou e recuperou a produção com mais de 100% de ampliação em relação a 2014, quando sofreu impacto das geadas. Na prática, isto significa que o estado poderá mais de 1,1 milhão sacas de café. 

Safra de 2015

O resultado apresentado pela Conab considera a produção das espécies arábica e conilon. O café arábica corresponde a 74,3% do volume do produto produzido no Brasil e a produção está estimada em 32,91 milhões de sacas. O maior produtor é o estado de Minas Gerais, com o volume estimado em 23,30 milhões de sacas. Já o café conilon tem produção estimada em 11,35 milhões de sacas,  o que representa 25,7% do total nacional, sendo o Espírito Santo o maior destaque com uma produção de 7,76 milhões de sacas.

Minas Gerais concentra ainda maior área plantada, de 975,27 mil hectares – o equivalente a quase 9,8 mil km², dos quais a espécie arábica ocupa 98,64% do total cultivado no estado, respondendo por 50,2% da área cultivada no País. O estado do Espírito Santo ocupa a segunda colocação, com 433,27 mil hectares plantados predominantemente da espécie conilon, cuja produção cobre uma área de 283,05 mil há – mais que 2,8 mil km².

A Companhia Nacional de Abastecimento também informou que houve recuo de 13% na produção do café conilon devido às questões climáticas. A forte estiagem no período de formação e enchimento dos grãos, aliada às altas temperaturas na região produtora do estado do Espírito Santo, interferiram negativa na produtividade. Já o café arábica deverá apresentar um acréscimo de 1,9%, graças principalmente à evolução da cultura na Zona da Mata mineira e também na produção do Paraná que se recupera da forte geada de 2013.

Incentivo à produção nacional

No Brasil, a atividade cafeeira é desenvolvida com base em rígidas legislações trabalhistas e ambientais. São leis que respeitam a biodiversidade e pune rigorosamente qualquer tipo de trabalho escravo e/ou infantil nas lavouras. As leis brasileiras estão entre as mais rigorosas entre os países produtores de café.

O setor cafeeiro conta com o Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé), destinado ao desenvolvimento de pesquisas, incentivo à produtividade e à competitividade dos setores produtivos, à qualificação da mão de obra e à publicidade e promoção dos cafés brasileiros, nos mercados interno e externo, priorizando as linhas de financiamento para custeio, colheita, estocagem e aquisição de café, entre outros instrumentos de política agrícola.

Em parceria com o Ministério da Agricultura, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), por intermédio da unidade Embrapa Café, coordena o Consórcio Pesquisa Café, cujo objetivo é desenvolver tecnologias que promovam sustentabilidade, competitividade, inovação e desenvolvimento tecnológico da cafeicultura brasileira. Em 2014, foram disponibilizadas linhas de crédito para financiamento do setor cafeeiro, com recursos do Funcafé de até R$ 3,825 bilhões.

Fonte:
Portal Planalto com informações do Companhia Nacional de Abastecimento e Ministério da Agricultura