Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2015 > 06 > Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5 bi no controle de epidemias nos últimos 4 anos

Notícia

Ministério da Saúde investiu mais de R$ 5 bi no controle de epidemias nos últimos 4 anos

Boletim da dengue

Novo balanço registrou queda de 68% no número de casos de dengue entre abril e maio deste ano. Em 2014, estados e municípios receberam R$ 150 milhões para prevenção e combate à doença
por Portal Planalto publicado: 10/06/2015 19h27 última modificação: 10/06/2015 19h44
Divulgação/Senado O ministro da Saúde, Arthur Chioro, na audiência na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta (10)

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, na audiência na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) nesta quarta (10)

O governo federal investiu, nos últimos quatro anos, R$ 5 bilhões em ações de vigilância epidemiológica. Somente em 2014, o Ministério da Saúde repassou R$ 150 milhões a estados e municípios brasileiros para ações de prevenção, melhoria da assistência e contingência da dengue.

Para intensificar as medidas de vigilância, prevenção e controle da dengue, em janeiro, cidades e municípios receberam recurso adicional de R$ 150 milhões - R$ 121,8 milhões foram repassados às secretarias municipais de saúde e R$ 28,2 milhões às secretarias estaduais. A verba do Ministério da Saúde é exclusiva para qualificação das ações de combate aos mosquitos transmissores da dengue e do chikungunya, o que inclui a contratação de agentes de vigilância.  

Os recursos são repassados via Fundo Variável de Vigilância em Saúde e o valor representa um subsídio de 12% do valor anual do Piso Fixo de Vigilância e Promoção da Saúde, fixado em R$ 1,25 bilhão.

O Ministério da Saúde também realiza levantamento rápido do índice de infestação por Aedes Aegypti (LIRAa), instrumento que serve para traçar um panorama da situação da dengue em todo País, partindo das informações de cada município. A pesquisa auxilia gestores locais a direcionarem, com mais precisão, as medidas de prevenção, combate e controle da doença, uma vez que indica os locais mais propensos à reprodução do mosquito. Neste ano, 1.844 municípios participaram da estratégia, o que representa um aumento de 26,3% em relação ao ano passado.

Neste ano, também foram realizadas reuniões macrorregionais para discutir, com os gestores e técnicos das secretarias estaduais e municipais de saúde, estratégias de combate e prevenção à dengue. Outra medida para controle da dengue foi a elaboração do Plano Nacional de Contingência da Dengue e Chikungunya, disponível para estados e municípios com reforço nas orientações.

Acesse o material da campanha pública do Ministério da Saúde:
Dengue e chicungunya: O perigo aumentou e a responsabilidade também”.

Novo boletim da dengue

Novo balanço da dengue divulgado nesta quarta-feira (10) mostra diminuição de 68% nos casos de dengue entre abril e maio, passando de 348,2 mil para 111,1 mil casos no último mês. "Mesmo, agora, que o número de casos diminuiu, é preciso manter o controle dos vetores", ressaltou o ministro da Saúde, Arthur Chioro, em audiência pública no Senado Federal nesta quarta (10). Na ocasião, ele destacou a importância das medidas de prevenção, tanto por parte do governo federal, gestores locais (estados e municípios) como da sociedade. 

De acordo com o levantamento, até o dia 30 de maio, foram registrados 1 milhão de casos prováveis de dengue. A região Centro-Oeste apresentou a maior incidência de casos, com 119,9 mil casos; seguida pelas regiões Sudeste, com 659,9 mil casos); e Nordeste, com 162 mil casos. Na região Sul, foram 54,4 mil casos e na região Norte 24, 666 mil casos. Foram  ainda registrados 378 óbitos e 314 casos graves no mesmo período. 

Na comparação com 2014, quando foram notificados 411,2 mil casos, o número de dengue representa um aumento de 148%. Já na comparação com o mesmo período de 2013, quando foram registrados 1,3 milhões de casos, houve uma redução de 22%. Com relação aos óbitos registrados este ano, houve aumento de 33% na comparação com os 285 óbitos de 2014, e uma redução de 23,5% na comparação com 2013, quando foram registradas 494 mortes neste mesmo período.

Com a chegada do inverno, a tendência a continuidade da redução dos casos. Entretanto, o Ministério da Saúde reforça que as medidas de prevenção devem ser mantidas durante todo o ano. Segundo o ministro da Saúde, apesar das pesquisas em andamento, a vacina contra a dengue não estará disponível a curto prazo. “Por isso, nós temos que investir na capacidade de prevenção", salientou Arthur Chioro. 

Prevenção

Atualmente, o único elo vulnerável da cadeia epidemiológica da dengue é o mosquito. Assim, o controle está centrado em manter o domicílio sempre limpo, eliminando os possíveis criadouros. Roupas que minimizem a exposição da pele durante o dia, quando os mosquitos são mais ativos, proporciona mais proteção a picadas dos vetores da dengue e podem ser adotadas principalmente durante surtos.

Repelentes podem ser aplicados na pele exposta ou nas roupas, em estrita conformidade com as instruções do rótulo. Mosquiteiros também proporcionam boa proteção pra aqueles que dormem durante o dia (por exemplo: bebês, pessoas acamadas e trabalhadores noturnos).

Para redução das picadas por mosquitos em ambientes fechados, recomenda-se o uso de inseticidas domésticos em aerossol, espiral ou vaporizador. Instalação de estruturas de proteção no domicílio como tela em janelas e portas também podem reduzir os riscos. 

>> Leia mais: Perguntas e respostas sobre a dengue.

Monitoramento on-line 

Em operação desde o início do ano, o sistema de monitoramento on-line da dengue,  o Info Dengue (http://alerta.dengue.mat.br), desenvolvido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) abastece a Prefeitura do Rio de Janeiro com informações estratégicas sobre a evolução da doença no estado. 

O projeto integra informações sobre o risco de transmissão da doença e inclui sistema de monitoramento em tempo real para ajudar no combate à dengue. Com a tecnologia, é possível saber quais as zonas mais afetadas da cidade, agilizando ações preventivas e de combate.

“O controle da incidência e a preparação para o enfrentamento de epidemias de dengue dependem de um monitoramento eficaz de sinais que pressagiem o aumento de casos e potenciais epidemias", destacou o professor da  Escola de Matemática Aplicada da Fundação Getúlio Vargas (FGV/EMAp) e coordenador do projeto.  

Fonte:
Portal Planalto com informações do Ministério da Saúde, Blog da Saúde, Agência Fiocruz e Senado Federal