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Governo e setor privado vão trabalhar juntos por mais inserção nos Estados Unidos, diz ministro

Relações exteriores

Em entrevista após reunião com empresários, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou que investimentos em infraestrutura, comércio exterior e inovação são os principais vetores para que o Brasil retome o crescimento
por Portal Planalto última modificação: 28/06/2015 23h59
Roberto Stuckert Filho/PR Primeiro compromisso da presidenta neste domingo foi um encontro com empresários brasileiros

Primeiro compromisso da presidenta neste domingo foi um encontro com empresários brasileiros

Após reunião com empresários brasileiros, realizada neste domingo (28) em Nova Iorque, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro, afirmou que o governo federal e o setor privado vão reunir forças para uma maior inserção no mercado americano. Segundo ele, o comércio exterior, juntamente com a infraestrutura e a inovação, são os três vetores para que o Brasil retome o crescimento.

O encontro teve duração de aproximadamente três horas, e teve como principal objetivo o encontro da presidenta Dilma Rousseff com cerca de 20 empresários. A reunião marcou o início da agenda da presidenta nos Estados Unidos, e também contou com a presença dos ministros Aldo Rebelo (Ciência e Tecnologia), Renato Janine Ribeiro (Educação), Nelson Barbosa (Planejamento) e Mauro Vieira (Relações Exteriores).

Segundo Monteiro, os investidores americanos podem e devem participar do programa de investimentos em infraestrutura no Brasil, lançado pela presidenta no começo de junho. Outro tópico citado pelo ministro como muito importante foram as questões associadas ao aumento da produtividade, onde entram investimentos em tecnologia, inovação, educação e no capital humano, que são áreas estratégicas para o futuro. No caso do comércio exterior, ele acredita que a exportação é uma área chave para o momento econômico do País. "Exatamente porque o Brasil vive um período de transição na sua economia, e o reequilíbrio fiscal impõe, no curto prazo, uma certa retração da atividade econômica doméstica, é exatamente por isso que o canal do comércio exterior se apresenta como uma prioridade irrecusável", disse Monteiro.

Para o ministro das Relações Exteriores, Mauro  Vieira, a reunião propiciou à presidenta Dilma Rousseff a possibilidade de escutar dos grandes empresários brasileiros ali presentes, e das associações de diversos setores como eles veem a relação de seus respectivos setores e suas empresas com os Estados Unidos, e quais são os projetos, os objetivos que têm no médio e no longo prazo. "Foi muito importante para o setor privado, creio eu, ter ouvido também as considerações que a presidenta pode fazer, e essa troca de informação, esse intercâmbio, tenho certeza que vai ser muito produtivo e manterá o clima de entendimento e de cooperação estreita entre o governo e o setor produtivo", afirmou.  

O planejamento da visita, segundo Armando Monteiro, foi precedido de uma ampla consulta ao setor privado. "É muito importante fazer esse alinhamento porque o comércio, os fluxos de investimento são definidos não apenas pelos marcos que são estabelecidos no diálogo entre os governos, mas tudo isso acontece quando as empresas, efetivamente, se inserem nesse processo. Então, não se ampliam comércio, não se intensificam os fluxos de investimento sem que haja um perfeito engajamento dos setores privados dos dois países", relatou.

Arestas
O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior afirmou ainda que os maiores empecilhos para a realização de acordos de comércio não moram no nível de proteção tarifária, como se poderia imaginar, mas na necessidade de harmonizar normas técnicas e um padrão de regulação, que muitas vezes representa uma dificuldade concreta para o acesso de produtos brasileiros ao mercado americano.

"O setor cerâmico, o setor têxtil, o setor de máquinas e equipamentos, têm um especial interesse nesse tema e eu diria até o setor farmacêutico, na medida em que temos também uma necessidade de estabelecer alguns padrões de convergência nessa área de regulação. Na medida em que  não temos ainda o Acordo de Livre Comércio, nós temos que focar numa agenda que possa produzir resultados no curto prazo. E essa nos parece que é uma agenda muito clara e que foi validada pela compreensão, aí, e a manifestação dos representantes do setor privado", disse.

Segundo o ministro,  75% do comércio do Brasil com os Estados Unidos é representado por exportações e por uma troca na área de bens industriais. "Há uma outra característica também que é um comércio intercompany, quer dizer, entre companhias, portanto, isso significa que esse enlace de empresas multinacionais que estão no Brasil e, evidentemente, as suas matrizes aqui nos Estados Unidos, isso é um elemento importante, exatamente para que o perfil das nossas exportações tenham essa característica.

 Fonte:
Portal Planalto, com informações do Blog do Planalto e da Empresa Brasileira de Comunicação