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Gerdau e CNI: Plano de Exportações vai auxiliar retomada do crescimento econômico

Comércio Exterior

Plano, anunciado nesta quarta (24) pela presidenta Dilma, prevê uma série de medidas para incentivar o setor produtivo e criar novos mercados para os produtos brasileiros
por Portal Planalto publicado: 24/06/2015 20h31 última modificação: 24/06/2015 20h31

Empresários e representantes do setor privado comemoraram e receberam com o entusiasmo as ações previstas no Plano Nacional de Exportações, lançando pela presidenta Dilma Rousseff nesta quarta-feira (24), no Palácio do Planalto.

Para o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga, as medidas previstas no Plano Nacional de Exportações (PNE) vão ajudar o Brasil a entrar em um novo ciclo econômico positivo, permitindo que as empresas brasileiras sejam mais competitivas e exportem mais.

“A simplificação, o aumento do financiamento e novos acordos internacionais vão permitir que a nossa indústria, que já é competitiva, mas enfrenta muitas dificuldades, possa atuar no mercado externo buscando formas de se aperfeiçoar , de inovar e de ter produtos  ainda mais competitivos ”, salientou.

De acordo com Robson Braga, o governo federal atendeu as reinvindicações da iniciativa privada e ampliou o crédito, desburocratizou processos, além de revisar os regimes tributários. O setor empresarial participou ativamente da elaboração do Plano de Exportações.

Já segundo o presidente do Grupo Gerdau, Jorge Gerdau, o Plano de Exportações vem complementar o Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado pela presidenta Dilma no dia 9 de junho, no sentido de retomar a linha do crescimento econômico.

“O Brasil tem experiência histórica nessas politicas de ampliação de exportação. É extremamente importante esse trabalho que está sendo feito pelo governo e nossa expectativa é que isso retome seu papel dentro da estratégia empresarial do Brasil”, afirmou.

Na opinião do presidente da Kaduna Consultoria, Roberto Giannetti, o Plano organiza e harmoniza as ações do governo federal, e também do setor privado, em relação à atividade exportadora. “Os cinco pilares anunciados fazem um conjunto bastante harmônico, fundamental para dar competitividade as nossas exportações”, assegurou.

Na análise do consultor, os mecanismos previstos no programa darão novos estímulos aos exportadores, imprimindo mais empenho e  vontade na conquista de novos mercados.

 “O aumento da demanda externa para os produtos brasileiros gera renda e empego no país, o que aumenta a demanda interna. Portanto, é um efeito multiplicador e uma maneira de sairmos do ciclo recessivo pra um ciclo de crescimento econômico”, salientou.

Desburocratização

Até o início de 2016, o governo federal vai implantar o Portal Único de Comércio Exterior, que reunirá em um só ambiente o processo antes feito por 22 órgãos e eliminará completamente o uso de papel nos controles administrativos e aduaneiros. Desse modo, haverá a redução do prazo de exportação  de 13 para 8 dias, e de importação de 17 para 10 dias.

De acordo com Robson Braga, a nova plataforma vai facilitar a burocracia permitindo que o prazo entre o fechamento do negócio e o envio da mercadoria seja reduzido.

Já para Roberto Gianetti, a simplificação da burocracia vai estimular a participação das micro e pequenas empresas nas exportações, uma vez que os custos serão significativamente reduzidos.

No que diz respeito às reformulações nos tributos,  Giannetti ressaltou que se deve trabalhar no sentido de eliminar a acumulação da incidência tributária, de maneira a tornar a mercadoria nacional mais competitiva.

 Fonte: Portal Planalto