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Em Paris, Brasil assina acordo de cooperação e aprofunda relações com OCDE

Relações bilaterais

Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, comenta projeções da economia brasileira feita pelo organismo e afirma que País trabalha para se recuperar o mais rapidamente possível
por Portal Planalto publicado: 03/06/2015 20h18 última modificação: 03/06/2015 20h18
Antonio Cruz/ Agência Brasil Acordo permitirá a ampliação da participação do País na organização, afirma o ministro, Mauro Vieira

Acordo permitirá a ampliação da participação do País na organização, afirma o ministro, Mauro Vieira

O Brasil assinou nesta quarta-feira (3), em Paris, na França, um acordo de cooperação com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). O ato aprofunda a relação bilateral e institucionaliza a participação brasileira em diversos foros da organização que desenvolvem estudos e pesquisas em diversas áreas.

Segundo nota divulgada pelo Ministério das Relações Exteriores, o diálogo torna-se relevante no momento em que o Brasil reforça sua estratégia de desenvolvimento, com reforço nos planos do crescimento econômico, da inclusão social e da proteção ambiental.

 “[O acordo] nos permitirá, ao longo dos próximos dois anos, aumentar a participação. Já participamos de 14 ou 15 mecanismos e comitês. Vamos explorar a possibilidade de cooperação mais próxima, aproveitando a experiência da OCDE em todas as matérias discutidas”, declarou o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante a assinatura do acordo.

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, também presente no evento, e Mauro Vieira se mostraram cautelosos quando questionados sobre a possibilidade de integração do Brasil à organização como membro-pleno: "A participação da OCDE envolve uma série de compromissos que nós devemos eventualmente avaliar e negociar", afirmou Levy. O titular da Fazenda afirmou que o ingresso brasileiro à lista de membros da organização "não pode ser feito de improviso".

A relação envolvendo Brasil e OCDE remonta à década de 1990. Em 2007, o País se tornou um dos cinco parceiros do "Engajamento Ampliado", em conjunto com China, Índia, Indonésia e África do Sul. O Brasil também desenvolve ações em conjunto com a organização na condição de membro do G-20. 

Sediada em Paris, a organização que congrega 34 países associados se dedica à pesquisa e estudos para o aperfeiçoamento das políticas públicas em diversas áreas, com troca de experiências entre os países-membros e parceiros, como é o caso do Brasil.

Economia

Joaquim Levy também comentou as projeções divulgadas nesta quarta-feira pela OCDE para a economia brasileira. Segundo o ministro da Fazenda, o Brasil trabalha para se recuperar o mais rapidamente possível. Ele declarou que o País deve reduzir as incertezas em relação à economia, com o fortalecimento fiscal e a simplificação de impostos. 

Durante entrevista realizada em Paris, Levy destacou a evolução da economia brasileira, a sétima maior do mundo, citando atividades em que o País tem vantagens competitivas, casos da aeronáutica, petróleo e agricultura. Para o ministro, o País precisa ajustar a economia na direção da indústria.

"Neste momento, a gente talvez tenha um pouco menos de protagonismo das commodities, o que significa que vamos ter mais protagonismo da indústria de transformação, da parte de conhecimento", afirmou. "A gente tem que ajustar a economia nessa direção. Também temos que criar as vantagens que vêm da menor incerteza em relação à economia. O acordo com a OCDE vai nesse aspecto, de uma economia mais madura, que sabe que tem que competir no cenário internacional", completou.

Fonte:

Portal Planalto, com informações do Ministério da Fazenda, Ministério das Relações Exteriores e Agência Brasil