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Notícia

Inaugurada central que irá melhorar assistência à saúde no Rio de Janeiro

Saúde pública

Central de Regulação Unificada tem a finalidade de controlar as demandas da rede pública e dar mais transparência ao acesso da população a serviços especializados
por Portal Planalto publicado: 08/06/2015 19h00 última modificação: 08/06/2015 19h01
Shana Reis/ GERJ Arthur Chioro (esquerda) conversa com o governador Pezão durante a inauguração da Central de  Regulação

Arthur Chioro (esquerda) conversa com o governador Pezão durante a inauguração da Central de Regulação

 A Central de Regulação Unificada do Rio de Janeiro (Reuni-RJ) ,inaugurada nesta segunda-feira (8), vai permitir a melhoria do atendimento na rede pública de saúde de 12 municípios fluminenses. A unidade irá coordenar e ordenar a lista de espera de assistência à saúde, bem como controlar as demandas do sistema público e dar mais transparência ao acesso da população aos serviços do Sistema Único de Saúde (SUS).

“Não é somente dar a vaga, mas também escolher por critérios de necessidade, por classificação de risco, quais são os pacientes que devem passar na frente por ter um caso grave ou porque precisa ter um acesso imediato. Com esse trabalho vamos melhorar muito a assistência à saúde no estado do Rio de Janeiro”, garantiu o ministro durante a inauguração da Central no Rio de Janeiro.

Na prática, os hospitais informam à Central como está a demanda de atendimentos e as vagas disponíveis para determinados procedimentos. O Reuni-RJ irá agrupar os pedidos recebidos, verificar onde há lugar dentro da rede do estado e definir onde e quando o atendimento deve ser realizado. Segundo o Ministério da Saúde, a ação beneficiará mais de 11,5 milhões de cidadãos.  

“Com a integração da regulação, de forma unificada, iremos qualificar o acesso aos serviços de saúde para a população e tenho convicção que esse modelo servirá como referência para outros estados”, afirmou Chioro.

Oferta de serviços será acompanhada 

A Central terá gestão estadual e vai compreender atividades de regulação de procedimentos ambulatoriais de alta complexidade iniciando sua atuação nos serviços de radioterapia, hematologia, cirurgia bariátrica, gestação de alto risco e terapia renal substitutiva. O objetivo é que até o fim do ano todos os leitos e especialidades médicas do estado sejam inseridas neste controle.

Exceção feita à radioterapia, toda as demais especialidades irão beneficiar os moradores de todo o Rio de Janeiro. Por enquanto, a oferta para o tratamento de tumores será regulada apenas para os moradores da capital e da Baixada Fluminense. A Central também será responsável pela regulação de toda a rede federal (Hospitais Federais e Institutos) do estado, além da rede estadual e municipal, de acordo com a implantação gradual das especialidades.

“Nós podemos e devemos repensar a assistência hospitalar no Rio de Janeiro, não apenas em curto prazo, mas também o papel de cada hospital em médio prazo. Isso vai ser muito positivo”, disse Chioro.

Atualmente, o Brasil conta com mais de 3.500 Centrais de Regulação em todos os estados do país e no Distrito Federal e atendem toda a população usuária do SUS. De 2010 a 2014, o Ministério da Saúde repassou R$ 250 milhões para a implantação de 225 centrais e destina, anualmente, R$ 27 milhões para custeio de 39 unidades em todo o país.

Unidades Básicas de Saúde

Arthur Chioro também participou nesta segunda-feira da inauguração de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS) no estado. A UBS Edivaldo de Almeida Medeiros, no município Cardoso Moreira, e Dr. Euclides Monteleone, em Conceição de Macabú. Cada unidade recebeu do Estado do Rio de Janeiro, R$ 1,3 milhão para investimento em obras e equipamentos.

Cada unidade conta com cinco consultórios para atendimento médico e consulta de enfermagem e dois consultórios para atendimento odontológico. Cada uma das unidades, com capacidade para atender até 12 mil pacientes por mês, tiveram, ainda, quatro equipes da Estratégia de Saúde da Família (ESF) habilitadas. As equipes são compostas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, dentistas, auxiliares de saúde bucal e agentes de saúde. 

Fonte:

Portal Planalto, com informações do Ministério da Saúde e Agência Brasil