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Brasil promove reequilíbrio fiscal gradual para atender metas do superávit, afirma Barbosa

Economia

Ministro do Planejamento destaca investimentos em infraestrutura, que ainda serão anunciados, para acelerar a retomada da expansão da taxa de investimentos
por Portal Planalto publicado: 01/06/2015 20h52 última modificação: 01/06/2015 20h52
Divulgação/ Ministério do Planejamento Ministro Nelson Barbosa participa de seminário em São Paulo sobre as ações de ajuste fiscal do governo

Ministro Nelson Barbosa participa de seminário em São Paulo sobre as ações de ajuste fiscal do governo

Para cumprir as metas de superávit primário de 1,1% do PIB neste ano e de 2% em 2016, o governo federal procura executar uma estratégia de reequilíbrio fiscal gradual, afirmou nesta segunda-feira (1º) o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Nelson Barbosa. “O ajuste não será tão rápido quanto uns desejam, nem tão lento como outros acreditam.”

Barbosa disse que o empenho do governo federal para ampliar os recursos economizados para pagar os juros da dívida contribuirá para a estabilização da dívida líquida e também para a redução gradual da dívida bruta. Segundo ele, procedimento semelhante foi adotado por outros países, como Alemanha e França, para atender também ao reequilíbrio fiscal.

"No caso do Brasil, a elevação do resultado primário é mais rápida por um motivo fundamental: a taxa de juro que incide sobre a dívida líquida é muito alta", explicou.

Ajuste fiscal

O ministro reafirmou que as ações de ajuste fiscal adotadas pelo governo proporcionarão as condições para que o País possa entrar em um novo ciclo de crescimento econômico. 

Barbosa mencionou o empenho governamental para manter os investimentos prioritários, como daqueles destinados para as áreas de Educação e Saúde. “No esforço fiscal, todos contribuem de maneira não linear preservando a área social.”

Investimento em infraestrutura

Com anúncio programado para o próximo dia 9, a nova fase de ações para investimento em infraestrutura busca fundamentar o crescimento sustentável do País e se estenderá por todas as áreas de infraestrutura. O governo adiantou em maio que um grupo de oito a dez rodovias se juntará aos quatro trechos de rodovia em fase de estudos (BR-476/153/282/480, BR-364, BR-163/230 e BR-364/060) como parte das ações para infraestrutura.

Segundo o ministro, o conjunto de investimentos em infraestrutura do programa tem potencial para acelerar a retomada da expansão da taxa de investimentos.

“[A taxa de investimento] caiu abaixo de 20% de novo este ano. Com as ações que estamos adotando, esperamos que [a taxa] comece a se recuperar a partir de 2016 e retorne a 20% em 2017. Com o plano de concessões, a gente espera até que seja mais rápido”, declarou o ministro.

Portal Planalto, com informações do Ministério do Planejamento e da Agência Brasil