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Notícia

Brasil apresenta experiências na superação da fome e da extrema pobreza em evento mundial

Expo Milão 2015

Por dois dias, governo brasileiro apresenta a representantes de governos e organismos de todo o mundo as políticas sociais que retiraram o Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação
por Portal Planalto publicado: 03/06/2015 19h57 última modificação: 03/06/2015 19h57
Divulgação/MDS Subnutrição no Brasil declinou 84,9% de 1990 a 2014. Redução foi impulsionada com a adoção de um conjunto de políticas públicas

Subnutrição no Brasil declinou 84,9% de 1990 a 2014. Redução foi impulsionada com a adoção de um conjunto de políticas públicas

Desde que o Brasil deixou de integrar o Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), por ter menos de 5% da população em situação de insegurança alimentar, povos de todo o mundo, com valores e estilos de vida diversos, se interessam por conhecer as estratégias brasileiras de combate à fome e à extrema pobreza. De acordo com dados do governo brasileiro, são apenas 1,7% de subalimentados na população. 

A cada cinco anos, 144 países se reúnem em torno de uma exposição universal que apresenta os novos avanços da humanidade. A Expo Milão 2015, com duração de 184 dias e que iniciou em 1º de maio, na cidade italiana, tem o tema “Alimentando o Planeta, Energia pra a Vida”.

Como parte do evento global, representantes de diversas nações estão reunidos nesta semana em Milão, no Seminário Internacional Políticas Sociais para o Desenvolvimento – Edição Especial “Brasil: Superar a Fome é Possível”.

“O grande mérito da superação da fome no Brasil é que o combate à subalimentação deixou de ser uma questão filantrópica para ser o centro das políticas públicas”, destacou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, que aborda nesta quinta-feira (4), no último painel do dia, as políticas sociais do Brasil para erradicar a fome.

O encontro, realizado no Pavilhão Brasil, é promovido pelo Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), com o apoio do Banco Mundial e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). 

Lições sobre o que funcionou e a forma como as soluções do Bolsa Família e do Plano Brasil Sem Miséria foram colocadas em prática integram o conteúdo do evento, parte de uma série de seminários, realizados duas vezes por ano pelo ministério para representantes estrangeiros.

Avanços do Brasil em promover segurança alimentar

O número de subalimentados no Brasil declinou 84,9% de 1990 a 2014. A queda foi acentuada a partir de 2002, com a adoção de um conjunto de políticas de transferência da renda, de fortalecimento da agricultura familiar.

Por dois dias, o Brasil apresentará no seminário em Milão as políticas sociais que contribuíram para que o Brasil saísse do Mapa da Fome da FAO/ONU. Estão em pauta, por exemplo, o Programa Bolsa Família, o Plano Brasil Sem Miséria, a importância do Cadastro Único para Programas Sociais para mapear a pobreza, as ações brasileiras voltadas para a superação da fome e para o fortalecimento da agricultura familiar. 

Confira algumas das estratégias que consolidaram o  bom desempenho do Brasil no combate à fome e à extrema pobreza:

Bolsa Família

Criado em 2003, o programa Bolsa Família foi a base para consolidar o Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, um amplo arquivo nacional de dados sobre os beneficiários, adotado em 2011 para possibilitar a concretização das metas do Plano Brasil sem Miséria. 

O Bolsa Família é uma referência mundial no combate à pobreza e na redução das desigualdades. Atualmente, 50 milhões de brasileiros (14 milhões de famílias) recebem o benefício no valor médio por família de R$ 167.

Aliado a políticas de valorização do salário mínimo e de geração de emprego e renda no país, a renda dos 20% mais pobres cresceu três vezes mais do que a renda dos 20% mais ricos entre 2001 e 2012.

Brasil sem Miséria

Com mais de 100 programas e ações, o Plano Brasil sem Miséria acelerou o curso das políticas sociais no país, ao definir uma linha de extrema pobreza e estabelecer metas voltadas para a pobreza. Com o conceito de que o Estado deveria ir aonde a população pobre estava, foi criada a Busca Ativa, com a responsabilidade de localizar, cadastrar e incluir as famílias no conjunto de ações do plano.

Com o Brasil sem Miséria, 22 milhões de pessoas superaram a extrema pobreza a partir de inovações feitas no Bolsa Família, 1,4 milhão de famílias foram incluídas no Cadastro Único pela Busca Ativa e já saíram da extrema pobreza, mais de 1,7 milhão de pessoas de baixa renda se inscreveram em cursos de qualificação profissional, 358 mil agricultores receberam Assistência Técnica e melhoraram de renda, entre outros resultados.

Ações no semiárido brasileiro

O governo brasileiro implementa ações executadas em parceria com governos estaduais e organizações da sociedade civil para garantir o acesso das populações rurais à água com qualidade e quantidade suficientes à garantia da segurança alimentar e nutricional.

Desde 2003, o governo federal já construiu mais de 1,1 milhão de cisternas para captação da água da chuva e consumo humano durante a estiagem, mais de 120 mil tecnologias sociais para captação e armazenamento de água utilizada na produção de alimentos e 980 cisternas em escolas do meio rural da região.

Até fevereiro de 2016, serão construídos 600 bancos comunitários de sementes crioulas no Semiárido brasileiro com o objetivo de beneficiar pelo menos 12 mil famílias de agricultores que fazem parte do Cadastro Único.

Incentivo à agricultura familiar

De acordo com a FAO, nos últimos 10 anos houve um aumento de 10% da oferta de alimentos produzidos no país, já descontadas as exportações e consideradas as importações. O aumento se deve ao fortalecimento da agricultura familiar, responsável pela maior parte do que é consumido no país.

As experiências brasileiras de compras governamentais da produção da agricultura familiar, como o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e o Programa Nacional de Merenda Escolar (Pnae), que fornece alimentação a 43 milhões de crianças e jovens da rede pública de ensino, são algumas das ações que a FAO destaca.

História da Exposição Universal

A primeira edição da Exposição Universal foi realizada no Palácio de Cristal, em Londres, em 1851.

Os eventos funcionam como plataforma para o diálogo internacional sobre temas relevantes para pessoas, países e instituições do mundo todo.

Além de se apresentar, cada nação oferece conhecimentos e soluções criativas para outros países.

Na Exposição Universal da Filadélfia em 1876, por exemplo, D. Pedro II conheceu a invenção de Graham Bell e foi o primeiro brasileiro a usar um telefone. Já Paris construiu a torre Eiffel para abrigar a Exposição Universal em 1889.

O objetivo da Expo Milão 2015 é promover o debate sobre como nutrir o planeta de forma sustentável, justa e saudável, promovendo as identidades culturais.

Fonte:
Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e Brasil Expo Milão 2015