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Notícia

SC e RS estão livres de peste suína, afirma Organização Mundial de Saúde Animal

Estímulo à exportação

Para ministra da Agricultura, Kátia Abreu, certificado internacional reconhece o cuidado do Brasil com a defesa sanitária
por Portal Planalto publicado: 25/05/2015 15h58 última modificação: 26/05/2015 14h20
Fernando Dias/Seapa-RS Santa Catarina e Rio Grande do Sul são responsáveis por 68% das exportações nacionais de suínos

Santa Catarina e Rio Grande do Sul são responsáveis por 68% das exportações nacionais de suínos

O governo brasileiro já tem uma vitória a comemorar com a 83ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). A edição deste ano, que reúne em Paris (França) cerca de 800 participantes de 180 países-membros, reconhecerá os estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina como zonas livres da peste suína clássica, uma espécie de selo de qualidade que ajudará a impulsionar as exportações de carne.

A peste é uma doença hemorrágica que atinge apenas os suínos, sem possibilidade de transmissão ao ser humano, provocando alta mortalidade e problemas de fertilidade nos animais.

Juntos, Santa Catarina e Rio Grande do Sul respondem por 68% das exportações nacionais de carne suína. “Este é motivo de comemoração para o agronegócio brasileiro. O reconhecimento internacional de zona livre de peste suína clássica demonstra a responsabilidade e o cuidado que o Brasil tem mantido na área de defesa sanitária”, celebrou a ministra Kátia Abreu (Agricultura, Pecuária e Abastecimento), presente no evento.

A ministra reuniu-se com o diretor-geral da organização, Bernard Vallat, nesta segunda-feira (25), em Paris, e falaram  sobre a entrega do certificado pela entidade aos dois estados brasileiros. A cerimônia de certificação ocorrerá na próxima quinta-feira (28).

A participação na Sessão Geral da OIE está entre os principais compromissos da ministra durante sua missão oficial a Paris (França), Bruxelas (Bélgica), Genebra (Suíça) e Londres (Inglaterra). 

Em discurso durante a cerimônia de abertura da Sessão Geral, no domingo (24), Kátia Abreu apresentou aos representantes dos cerca de 180 países-membros as ações voltadas para segurança sanitária previstas no Plano de Defesa Agropecuária, lançado pela presidente Dilma Rousseff no último dia 6 de maio, e o trabalho realizado pelo Brasil para erradicar a febre aftosa

Apenas 21 países receberão certificado mundial

Esta é a primeira vez que a OIE certificará países ou zonas livres de peste suína clássica. Em todo o mundo, apenas 21 países receberão esse certificado mundial que chancela de sanidade para a doença, emitida pelo órgão internacional.

Santa Catarina é o maior produtor e exportador nacional de carne suína, com produção anual em torno de 850 mil toneladas. De acordo com a Secretaria de Estado da Agricultura e da Pesca de Santa Catarina, as 10 mil propriedades rurais no estado geram 65 mil empregos diretos e 140 mil indiretos, integrados às 159 agroindústrias estabelecidas no Estado.

Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os primeiros estados brasileiros a conquistar o reconhecimento, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), como áreas livres da peste suína clássica

Certificação para SC e RS

Em setembro de 2014, o Ministério da Agricultura encaminhou à OIE um relatório solicitando o reconhecimento internacional para os dois estados brasileiros que já cumpriam todos os critérios exigidos pela organização.

A Comissão Científica da OIE aprovou o pedido brasileiro em fevereiro deste ano. Após votação dos 180 países-membros participantes da 83ª Sessão Geral da Assembleia Mundial de Delegados da Organização Mundial de Saúde Animal, será entregue na quinta-feira (28) o certificado para Santa Catarina e Rio Grande do Sul como zonas livres da doença.

Os demais estados brasileiros que possuem o reconhecimento nacional de zona livre da peste suína – Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Tocantins, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Rondônia, Acre e Distrito Federal – estão comprometidos a se adequar às exigências da OIE para também tentar obter o reconhecimento internacional.

Caso os estados cumpram todos os requisitos, o Brasil encaminhará à organização, em setembro de 2015, solicitação para reconhecê-los como áreas livres da peste suína clássica. Se todos os requisitos estiverem concluídos, em maio de 2016, data em que a OIE realiza anualmente sua Assembleia Geral, o certificado deverá ser concedido aos estados requerentes.

Peste suína clássica

Desde 2009, a peste suína clássica não tem incidência no Brasil. A doença foi incluída recentemente na lista de doenças de notificação obrigatória da OIE devido à grande capacidade de difusão, que geram restrições ao comércio mundial de suínos e dos produtos e subprodutos de suínos.

Doença viral atinge os porcos e javalis e apresenta altas taxas de mortalidade, com sintomas como febre, paralisia nas patas traseiras, falta de apetite, problemas nervosos, dificuldades respiratórias, aborto e manchas arroxeadas atrás das orelhas, na papada e nos membros. 

Em agosto de 2014, 95% do rebanho nacional se concentravam dentro da área livre de peste suína clássica, e 99% das indústrias, que são as exportadoras de maior relevância, estavam em áreas livres da doença e também nas áreas livres de febre aftosa.

Fonte:

Portal Planalto, com informações da  Organização Mundial de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Agricultura e Abastecimento, da Secretaria da Agricultura e Pecuária do Rio Grande do Sul, da Secretaria de Estado da Agricultura e Pesca de Santa Catarina