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Riscos enfrentados pela economia brasileira são menores hoje que no início do ano, afirma ministro da Fazenda

Economia

Joaquim Levy declarou que o resultado do PIB reflete as “incertezas” do início do ano e acrescentou que o cenário de ajustes é favorável para o País pensar o modelo que quer seguir daqui em diante
por Portal Planalto publicado: 29/05/2015 17h23 última modificação: 29/05/2015 18h17

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, afirmou nesta sexta-feira (29), que os riscos enfrentados pela economia hoje são menores em comparação com o início do ano. O titular da pasta destacou evolução em “três áreas-chave”: energia, a Petrobras e também citou a melhora em relação à situação do grau de investimento.

“Muita gente tinha dúvida sobre a economia brasileira, o rumo que ia tomar. Muita coisa mudou desde o começo do ano. Vencemos estes desafios imediatos. O primeiro trimestre é reflexo de uma dinâmica que a gente está trabalhando para mudar”, comentou Levy, durante evento de comemoração do Dia da Indústria na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan).

Levy também declarou que a queda do Produto Interno Bruto (PIB), divulgada hoje pelo IBGE, reflete as “incertezas” do início do ano e acrescentou que o ambiente de ajustes pelo qual o Brasil atravessa é favorável para o País pensar o modelo que quer seguir daqui em diante. O ministro ressaltou ainda a importância do ajuste fiscal e as medidas aprovadas pelo Congresso nesta semana.

 Ainda segundo o ministro, os indicativos para 2016 apontam para uma taxa de inflação inferior à esperada para 2015.

O Produto Interno Bruto (PIB), soma de toda a riqueza produzida no País, teve retração de 0,2% no primeiro trimestre no comparativo com os três últimos meses de 2014. Mas setores tiveram desempenho positivo. A agropecuária registrou um crescimento de 4,7%, o maior entre os três setores econômicos avaliados. A soja puxa a fila dos produtos de lavoura com safra relevante no primeiro trimestre. Na mesma lista, estão, mandioca, arroz e fumo. Além disso, as vendas de bens e serviços para o exterior tiveram alta de 5,7%. A desvalorização do real ante o dólar contribuiu para o resultado no comércio exterior.

 O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, declarou, na última terça-feira (26), que a economia nacional enfrenta um período de transição que irá preparar o PIB para novo ciclo de expansão: "Os primeiros resultados poderão ser observados já no fim do ano, quando terá início a retomada da expansão do PIB."

Fonte:
Portal Planalto, com informações do Ministério da Fazenda, NBR e do Banco Central