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Projeto do Governo Federal e da UFMG democratiza acesso à informação

Cultura e educação

Caminhão museu percorre cidades brasileiras para exibir a trajetória da luta de trabalhadores rurais e camponeses brasileiros
por Portal Planalto publicado: 08/05/2015 17h56 última modificação: 08/05/2015 18h29
Albino Oliveira/MDA “É um espaço esplêndido que resgata a memória do Brasil”, salienta Patrus em visita a exposição Sentimentos da Terra

“É um espaço esplêndido que resgata a memória do Brasil”, salienta Patrus em visita a exposição Sentimentos da Terra

Um caminhão aparentemente comum tem cruzado o país para levar uma exposição interativa e multimídia a diversas cidades. Trata-se do Sentimentos da Terra, um museu itinerante que mostra a riqueza da trajetória de lutas dos trabalhadores rurais e camponeses que vivem no Brasil.

“Hoje conheci o Sentimentos da Terra pessoalmente e fiquei muito impressionado. É um espaço esplêndido, pedagógico, que resgata a memória do Brasil em uma dimensão que muitas vezes é esquecida”, destacou o ministro do Desenvolvimento Agrário (MDA), Patrus Ananias, durante visita ao caminhão museu Sentimentos da Terra nesta sexta-feira (8).

A mostra itinerante já passou por cidades como Belo Horizonte (MG), Caxambu (MG), Marabá (PA), São Paulo (SP), Goiânia (GO), Salvador (BA). Atualmente está aberta para visitação no campus da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte, onde foi inaugurada, em março de 2013, a partir de uma parceria do MDA com a instituição de ensino.

Confira a trajetória do caminhão na página do projeto no Facebook. 

Resgate histórico

O caminhão museu – que pode ser visto também como um caminhão espetáculo, no estilo do circo mambembe, que interage com os espectadores – desdobra-se em um centro de lazer focado na educação e na consciência crítica.

A exposição promove debates e o resgate a acontecimentos que marcaram a trajetória do homem e da mulher do campo. O objetivo principal é disseminar o legado das lutas por liberdade, justiça e bem-estar dos trabalhadores rurais, além de valorizar as expressões culturais e a diversidade do meio rural.

A exposição aborda, por exemplo, a legislação agrária, a repressão política e a atuação da Igreja, de movimentos como o dos Trabalhadores Sem Terra (MST), das Ligas Camponesas e dos sindicatos na luta no campo.

Estrutura e atrações

A força do projeto está centrada na linguagem acessível a todos os públicos, que, sem abrir mão do rigor acadêmico, apresenta conteúdo de qualidade, com leveza.

Duas salas de cinema exibem 11 vídeos sobre a história da luta pela terra, narrados pelos artistas Caio Blat, Chico Buarque, Dira Paes, Gilberto Gil, José Wilker, Letícia Sabatella, Maria Bethânia, Regina Casé, Seu Jorge, Vera Holtz e Wagner Moura. Técnicas modernas de computação transformam imagens, documentos históricos, ilustrações, desenhos e pinturas em maquetes 3D e animações.

Outras atrações do museu são o Espaço da Imaginação, equipado com computadores, acesso à internet, monitores com tela interativa e uma biblioteca especializada com livros de arte, fotografia, geografia, história, costumes e tradições, além de jornais e revistas.

Na Tenda para Caracterização, por sua vez, os visitantes podem ser fotografados em cenários elaborados a partir do universo rural, com figurinos próprios aos personagens ligados à questão da terra.

Iniciativa do Ministério do Desenvolvimento Agrário e da Universidade Federal de Minas Gerais leva educação e consciência crítica para diversas cidades do país

Pesquisa e extensão

Em 2004, o Núcleo de Estudos Agrários e Desenvolvimento Rural (NEAD) do Ministério do Desenvolvimento Agrário identificou uma lacuna na forma de disponibilizar material sobre a luta pela reforma agrária no Brasil. Eventos importantes tinham registros dispersos e alguns acontecimentos importantes não eram sequer conhecidos.

O NEAD então propôs ao Projeto República, ligado ao Departamento de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), a criação de um projeto em conjunto para recuperar essa memória.

A parceria culminou no projeto “Sentimento de Reforma Agrária, Sentimento de República”, uma linha contínua de pesquisa. Mais de 20 alunos (graduandos, de mestrado e de doutorado) realizam pesquisas em acervos públicos e privados de todo o Brasil, com documentos de iconografia, vídeos e áudio.

Fonte:
Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Agrário