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Notícia

Produção cresce 20% ao ano em Matopiba, a nova fronteira agrícola do Brasil

Ação de governo

Em três dias, ministra Kátia Abreu visita os quatro estados que abrangem o território para apresentar Plano de Desenvolvimento Agropecuário, que vai oferecer assistência técnica e cursos de capacitação
por Portal Planalto publicado: 16/05/2015 14h07 última modificação: 18/05/2015 10h51

A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, lançou na última sexta-feira (15) na Bahia o Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba, região que integra a nova fronteira agrícola do País. Após três dias de viagens às regiões que abrangem o Matopiba -- Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia --, a ministra encerrou a semana em Luís Eduardo Magalhães, cidade do oeste baiano, para anunciar que o plano beneficiará 4 mil produtores no estado. 

De acordo com a ministra, a Bahia tem uma demanda muito forte pela revitalização da BR-020, que tem 460 quilômetros sem asfalto. “Essa é a grande artéria que vai irrigar o abastecimento dos estados do Nordeste. Temos uma grande produção na região e o que precisamos é viabilizar e melhorar o escoamento até os mercados consumidores", explicou.

"Com o Matopiba e o apoio dos governadores e dos produtores, pretendemos realizar um levantamento dos projetos de todas as obras para fazer concessões ou utilizar o PAC 3.”

A ministra destacou ainda a importância do plano para o aumento da produção sustentável e da exportação agropecuária. “Estamos transformando e aumentando a produção de grãos nesta região sem desmatamento, convertendo áreas de pecuária em áreas de agricultura. Enquanto no Brasil a produção cresce 5% ao ano, no Matopiba cresce 20%, e hoje já representa 10% da produção nacional”, afirmou.

Além da cidade de Luís Eduardo Magalhães (BA), as demais cerimônias de lançamento do Plano de Desenvolvimento Agropecuário do Matopiba aconteceram em Palmas (TO), na última quarta-feira (13), e em Balsas (MA) e Teresina (PI), na quinta-feira (14).

Durante os eventos realizados nos quatro estados do Matopiba, prefeitos assinaram termo em que se comprometem a aderir às metas que o governo federal vai compor em um programa nacional, que amplia e fortalece a classe média do campo. Os municípios terão de buscar ativamente produtores rurais e garantir a eles assistência técnica e extensão rural.

Critérios para delimitar a área

Vários fatores foram considerados para a delimitação territorial do Matopiba, a última fronteira agrícola em expansão do mundo. O principal deles teve como base as áreas de cerrado existentes nos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia. Esse bioma corresponde a 90,9% de todo Matopiba.

O segundo fator que influenciou a definição do território foram os dados socioeconômicos. A definição do território do Matopiba está baseada em um sistema de inteligência territorial estratégica da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), responsável pela coleta e análise de dados que compõem cenários atuais e indicam futuros possíveis para o crescimento da região.

De acordo com a Embrapa, o trabalho de delimitação é bastante abrangente, porque considerou processos dinâmicos e não apenas uma situação atual ou passada. O Grupo de Inteligência Territorial Estratégica, responsável pelo sistema de informações que deu origem ao Matopiba na Embrapa, buscou contemplar as políticas públicas e privadas na região.

Novo fronteira agrícola compreende partes de quatro estados do território nacional

Produção no Matopiba

Tecnologias modernas de alta produtividade sustentam a expansão da fronteira agrícola do Matopiba. O principal grão destinado à exportação é a soja, mas outras culturas começam despontar na região como o algodão e o milho. 

“O Ministério da Agricultura vai levar, por intermédio do plano, informação, tecnologia e qualificação para melhorar a performance do produtor rural e criar ferramentas para que ele consiga retorno financeiro”, afirmou Kátia Abreu.

Entre as perspectivas favoráveis do território que compõe o Matopiba estão o clima, o perfil dos produtores e a legalidade de novas áreas a serem abertas. A projeção é que os quatro estados ampliem em 7,9% a produção de grãos na safra 2015/2016.

No caso da soja, por exemplo, os quatro estados tiveram aumento significativo na produção da safra de 2014/2015. De acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em comparação com a safra de 2013/2014, a Bahia teve crescimento de 20,3% (3,979 milhões de toneladas), o Piauí, 18,6% (1,766 milhões de toneladas), o Maranhão, 16,4% (2,123 milhões de toneladas) e o Tocantins, 13,5% (2,335 milhões de toneladas).

A produção de soja passou de 670 mil toneladas, em 1973, para mais de 7 milhões, em 2011. No mesmo período, a produção de grãos saltou de 2,5 milhões de toneladas para mais de 12,5 milhões. O total produzido de soja deverá saltar de 18.623 milhões de toneladas da safra 2013/2014 para 22.607 milhões de toneladas em 2023/2024, aumento de 21%.

Fontes: 

Portal Planalto, com informações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e Embrapa