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Não podemos negar ajuda para contribuir para a paz mundial, diz Jaques Wagner

Peacekeepers

Ministro da Defesa participa de solenidade que homenageia militares brasileiros envolvidos em missões de paz da ONU. Brasil tem mais de 1,7 mil oficiais em ações realizadas em nove países
por Portal Planalto publicado: 29/05/2015 17h52 última modificação: 29/05/2015 20h00
Wilson Dias/Agência Brasil Jaques Wagner (direita) presta homenagem aos oficiais que participam das missões de paz da ONU

Jaques Wagner (direita) presta homenagem aos oficiais que participam das missões de paz da ONU

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, ressaltou a importância de o Brasil participar das missões de paz realizadas pela Organização das Nações Unidas ao justificar que a sétima maior economia do mundo não pode se negar a contribuir para a paz mundial.

"Muita gente às vezes não sabe o que estamos fazendo lá fora, mas nós, na verdade, estamos levantando bem alto a bandeira do Brasil ao lado da bandeira da paz", disse o ministro da Defesa em entrevista coletiva após a solenidade que homenageou os militares brasileiros destacados para essas missões, em comemoração ao Dia Internacional dos Peacekeepers (nome dado aos oficiais boinas azuis que atuam pela paz mundial).

Em ordem do dia lida no evento, Jaques Wagner destacou que o Brasil se orgulha de sua contribuição para as operações de paz da ONU. “Nossos capacetes azuis são reconhecidos por seu profissionalismo e preparo e também por seu humanismo e empatia em relação às populações”, afirmou.

O ministro reforçou que a participação do País nas Missões de Paz da ONU representa o sentimento do povo brasileiro. "Considero a nossa presença no Haiti fundamental. Nos ensina muito também e externa a solidariedade do povo brasileiro a povos do mundo inteiro que anseiam pela paz", explicou.

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Redução das tropas no Haiti

As tropas brasileiras que estão no Haiti começarão a deixar o país da América Central em 2016. De acordo com o ministro, o efetivo militar brasileiro que hoje é de 1.343 homens e mulheres será reduzido para 970 em junho e para 850 no próximo anos (esses restritos apenas à capital Porto Príncipe). 

Líder da Missão das Nações Unidas para Estabilização do Haiti (Minustah) desde 2004, o Brasil comanda as forças de paz no país caribenho, que conta a participação de tropas de outros 15 países. Segundo o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), general José Carlos De Nardi, o Brasil era a única nação a ter tropas na capital haitiana.

Até aqui já foram enviados mais de 30 mil militares brasileiros, do Exército, Marinha e Aeronáutica ao Haiti. O contingente brasileiro inclui o Batalhão de Força de Paz (Brabat), a Companhia de Engenharia (Braengcoy) e o Grupamento de Fuzileiros Navais.

Por seu desempenho e atuação em missões de paz, o Brasil tornou-se referência internacional na preparação de militares e civis para ações humanitárias e de segurança em regiões de conflito. Em 2010, foi criado o Centro Conjunto de Operações de Paz do Brasil (CCOPAB), a partir da estrutura do extinto Centro de Instrução de Operações de Paz (CIOpPaz) do Exército Brasileiro, no Rio de Janeiro.

Também designado de Centro Sérgio Vieira de Mello – em homenagem ao diplomata brasileiro morto em serviço no Iraque, em 2003 –, a unidade especializou-se na preparação e orientação de militares brasileiros designados para operar em missões de paz e humanitárias sob a égide da ONU. O CCOPAB capacitou 3.059 pessoas em 2014.

Brasil em missões de paz

Atualmente, o País tem mais de 1,7 mil militares distribuídos pelo mundo. Esse contingente brasileiro atua em missões sob a liderança da ONU. O quantitativo é composto por militares das três Forças Armadas, além de policiais e bombeiros, e contribui para estabelecer a presença e estreitar o apoio do Brasil a nove nações: Chipre, Costa do Marfim, Guiné-Bissau, Haiti, Líbano, Libéria, Saara Ocidental, Sudão e Sudão do Sul.

Além da Minustah, os militares brasileiros atuam na Força-Tarefa Marítima (FTM) da Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil) e na Missão de Estabilização das Nações Unidas na República Democrática do Congo (Monusco).

Peacekeepers

O Dia Internacional dos Peacekeepers remete ao ano de 1948, quando a ONU autorizou, nesta data, o estabelecimento da primeira operação de manutenção da paz para monitorar o cessar-fogo entre árabes e israelenses.

Oito anos depois, em 1956, o Brasil enviou seus homens para evitar confrontos entre Egito e Israel. Nascia, assim, a participação brasileira em missões no exterior que dura até os dias atuais. De lá para cá, o país atuou em mais de 33 missões das Nações Unidas.

A cerimônia desta sexta-feira (29) teve início com o canto do Hino Nacional. Após, se deu a leitura da ordem do dia. Em seguida, o ministro da Defesa, acompanhado de autoridades civis e militares, homenagearam os militares que doaram suas vidas no cumprimento de seus deveres em missões de paz. Uma coroa de flores foi depositada no dispositivo símbolo do capacete azul, que identifica os integrantes mortos das Nações Unidas. Ao fim, tropas da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e do grupamento de ex-integrantes boinas azuis desfilaram em continência e ao som de canções das três Forças Armadas.

Fonte:

Portal Planalto, com informações do Ministério da Defesa