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Ministro ressalta Plano Nacional de Exportações como ação para crescimento do País

Economia

Armando Monteiro Neto acredita que Brasil tem condições de ampliar e conferir um novo status ao comércio exterior
por Portal Planalto publicado: 06/05/2015 20h31 última modificação: 02/09/2015 15h14
Marcelo Camargo/Agência Brasil Ministro Armando Monteiro Neto defende maior liberdade do Brasil em relação ao Mercosul nas relações comerciais

Ministro Armando Monteiro Neto defende maior liberdade do Brasil em relação ao Mercosul nas relações comerciais

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Armando Monteiro Neto, afirmou que o objetivo da atual política econômica não é apenas fazer o ajuste econômico, mas sim contribuir para o crescimento do País. Para cumprir esta agenda ele destacou a implantação do Plano Nacional de Exportações. "Estamos finalizando um robusto plano, que busca estruturar uma política de médio prazo para ampliar o volume exportado, diversificar a pauta de exportação e os destinos, elevar o valor agregado das nossas exportações e recuperar a competitividade das nossas exportações de manufaturados", disse o ministro durante audiência realizada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (6). 

"Apesar de o Brasil ser a 7ª economia do mundo, somos apenas o 25º em termos de exportação. Com o câmbio mais favorável, temos amplas condições de ampliar e conferir um novo status ao comércio exterior no país", completou. 

Para isso, o titular da pasta da área econômica disse ser fundamental a ampliação de acordos de comércio bilaterais com o objetivo de inserir o Brasil nas grandes correntes de comércio. Dentro desse contexto, além de defender a existência de mais tratados com outros países, como México e Estados Unidos, Armando Monteiro Neto ressaltou a importância da retomada e avanço da negociação  entre Mercosul e União Europeia e uma maior liberdade do Brasil frente aos seus parceiros regionais. Segundo o ministro, o Brasil não pode ficar excluído de acordos com outras partes do mundo. 

Plano Nacional de Exportações e Mercosul

O Plano Nacional de Exportações pretende atuar na simplificação, na facilitação de exportações e na melhoria do ambiente regulatório e tributário. O governo pretende fortalecer os acordos comerciais com países em situação econômica favorável, como os Estados Unidos, que estão se recuperando da crise econômica iniciada em 2008, e conquistar novos mercados na Ásia e no Oriente Médio. 

"Não há nada no mundo que se cristalize a ponto de não podermos fazer ajustes e ter maior grau de liberdade para o Brasil ir na direção de outros acordos”, disse o ministro nesta quarta-feira (6) durante audiência na Câmara dos Deputados. 

Ao citar as negociações dos últimos anos para se chegar a um acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia, Armando Monteiro Neto defendeu uma análise sobre a disposição de cada economia (do Mercosul) para fazer um acordo no tempo mais curto possível. Ele chegou a propor a possibilidade de um calendário específico para cada país do bloco. 

“O Brasil tem interesse em dar um sinal claro, sobretudo à Argentina, que tem mais urgência. Se a Argentina tiver um tempo diferente temos que encontrar mecanismos para fazer o processo, respeitando a posição do bloco mas garantindo tempos distintos para outros país”, defendeu. 

Na avaliação do ministro, o Brasil precisa de uma política industrial que foque o aumento da produtividade frente à crescente importação de manufaturados pelo Brasil. "A indústria vem perdendo sua participação no PIB. Não podemos aceitar um processo precoce de desindustrialização", disse. 

Além do Plano Nacional de Exportações, Armando Monteiro Neto classificou como pauta fundamental do MDIC o estabelecimento de uma nova política industrial, apoiada em políticas horizontais (com objetivo de melhorar a economia como um todo) que reduzam os custos sistêmicos da indústria, que contribuam para minimizar os custos de produção e que promovam o crescimento da produtividade e da inovação. 

Plano Brasil Maior

O Plano Brasil Maior reúne um conjunto de medidas de apoio à competitividade do setor produtivo brasileiro. É a política de estímulo industrial, tecnológica e de comércio exterior do Governo Federal. 

Lançado em 2011, o conjunto de medidas pode ser organizado em três grandes blocos, que enfatizam os seguintes propósitos: 

  • Redução dos custos do trabalho e capital
  • Estímulos ao desenvolvimento das cadeias produtivas
  • Estímulos às exportações e defesa comercial. 


Fonte:

Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, da Agência Brasil e da Agência Câmara de Notícias