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Notícia

Ministério da Saúde intensifica vacinação para conter sarampo no Ceará

Saúde

Governo Federal envia apoio técnico e repassa R$ 2,2 milhões a municípios para ampliar a imunização da população. Estado registrou mais de 800 casos da doença desde o fim de 2013
por Portal Planalto publicado: 06/05/2015 19h43 última modificação: 06/05/2015 19h43
Erasmo Salomão / Ministério da Saúde Campanha Nacional contra a Poliomielite e o Sarampo alcançou 100% do público-alvo no Ceará em 2014

Campanha Nacional contra a Poliomielite e o Sarampo alcançou 100% do público-alvo no Ceará em 2014

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, esteve reunido nesta terça-feira (5) em Fortaleza (CE) com gestores da área de saúde das cidades cearenses para uma mobilização pela erradicação do sarampo no estado. O objetivo do encontro é engajar a população sobre a importância da vacinação e ressaltar a relevância de ter a população protegida, mantendo o país livre da doença.

Entre dezembro de 2013 a abril deste ano, o Ceará confirmou 803 casos da doença. Em todo o País foram 1.057 ocorrências.

“É o momento de intensificar a vacinação e notificação compulsória de todos os casos suspeitos para que a investigação epidemiológica seja iniciada o mais rápido possível. Esse é um compromisso do estado para que nos próximos 60 dias não sejam registrados novos casos de circulação do vírus, deixando o Brasil livre da doença”, disse Chioro.

Ação do Ministério da Saúde

Para bloquear a propagação do vírus no estado, o Ministério da Saúde intensificou a rotina de vacinação, com a ampliação da faixa etária para crianças a partir dos seis meses de idade até os cinco anos incompletos, e também para profissionais de saúde.

Além disso, foram vacinadas pessoas até 29 anos de idade nos municípios de Fortaleza e Caucaia. Outra medida foi a vacinação seletiva de pessoas que tiveram contato com casos suspeitos ou confirmados da doença.

O Ministério da Saúde ainda enviou ao Ceará apoio técnico e repassou R$ 2,2 milhões exclusivamente para intensificação da imunização, que iniciou a busca ativa de casos, com a vacinação casa a casa e em locais estratégicos como escolas e igrejas, entre outras ações.

Com implantação das medidas, mais de 2,2 milhões de pessoas foram vacinadas somente no estado do Ceará. Em 2014, Campanha Nacional contra a Poliomielite e o Sarampo alcançou 100% do público-alvo no estado.

A vacina ofertada pelo SUS faz parte do Calendário Nacional de Vacinação do Programa Nacional de Imunizações e está disponível durante todo o ano, nos mais de 35 mil postos de vacinação de todo o país.

Surto

O surto de sarampo no Ceará chegou a atingir 34 cidades do estado. Após quatro semanas sem casos confirmados, o avanço da doença começou a perder força e teve redução de 13,11 casos em média por semana epidemiológica em 2014 para 6,29 casos este ano. Não houve nenhum registro de óbito no Ceará durante o surto.

Em abril foi confirmado apenas um único caso. Outros 134 casos suspeitos estão em investigação. As cidades cearenses que ainda são consideradas em surto são Fortaleza (45 confirmações em 2015), Caucai (44), Horizonte (1) Trairi (3) e Itaitinga (6). O surto é considerado encerrado após 90 dias da última ocorrência confirmada.

Vacina é a prevenção

O sarampo é uma doença infecciosa aguda, de natureza viral, grave, transmissível e extremamente contagiosa, muito comum na infância. A vacina contra o sarampo é a única medida preventiva e a mais segura, com a tríplice viral disponível nos postos de saúde durante todo o ano. A vacinação é permanente em crianças a partir de 6 meses até menos de 5 anos.

Todos os homens e mulheres até 49 anos devem tomar a dose da vacina e serem vacinados, independentemente de história pregressa da doença. Quem já teve a doença não precisa se vacinar. 

No Brasil, o sarampo é uma doença de notificação compulsória desde 1968. Até 1991, o país enfrentou nove epidemias, sendo uma a cada dois anos, em média. O maior número de casos notificados foi registrado em 1986 (129.942), representando uma taxa de incidência de 97,7 por 100 mil habitantes. Até o início da década de 1990, a faixa etária mais atingida foi a de menores de 15 anos.

Fonte
Portal Planalto, com informações do Minstério da Saúde e do Governo do Ceará