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Ministério investe mais de R$ 11 bi para defesa estratégica do território nacional

Forças armadas

“Um País que tem o patrimônio como o nosso, que tem a Amazônia, não pode ser indefeso", afirma ministro Jaques Wagner
por Portal Planalto publicado: 20/05/2015 20h40 última modificação: 21/05/2015 15h34

O ministro da Defesa, Jaques Wagner, reforçou a importância da manutenção dos programas estratégicos das Forças Armadas brasileiras, durante audiência realizada na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (20). “Um País que tem o patrimônio como o nosso, que tem a Amazônia, não pode ser indefeso", afirmou o ministro.

Ainda de acordo com Jaques Wagner, o valor dos investimentos em defesa recebeu um acréscimo de R$ 10 bilhões nos últimos 15 anos. Em 2000, a pasta investia R$ 1,7 bilhão, passando para os atuais R$ 11,4 bilhões.  

O Ministério da Defesa conta com projetos que vão desde a construção e aquisição de frotas a ações de monitoramento e comunicação (seja militar ou civil). Dentre eles, se destacam:

  • Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), orçado em R$ 1,7 bilhão, com custo de R$ 489 milhões para o Ministério da Defesa;
  • Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub), que tem orçamento de R$ 31 bilhões até 2025;
  • Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), com investimentos de R$ 11 bilhões;
  • Amazônia Conectada, que construirá uma infovia de mais de 7 mil quilômetros de fibra ótica submersa nos rios da Bacia Amazônica;
  • Aquisição dos caças Gripen NG e da fabricação do KC-390 – a maior aeronave já construída no Brasil.  

De acordo com dados apresentados, o ministro salientou que o aumento do orçamento na aplicação para a área de Defesa este ano “demonstra o esforço das Forças com o governo”. Lembrou também que seu ministério é o 7º  orçamento da Esplanada, sem considerar custo com pessoal. A estrutura do ministério, criado em 1999, conta atualmente com pouco mais de 1,3 mil funcionários. 

Wagner elogiou o trabalho que vem sendo realizado pelos militares em diferentes atividades, tais como a proteção das fronteiras brasileiras, as ações sociais (como o Projeto Soldado Cidadão e o Programa  Forças no Esporte) e missões de paz no exterior. 

“O Brasil é tido como o País que mais contribui dentro das forças de paz”, afirmou o ministro. Wagner ressaltou o apoio dado pelos brasileiros ao Haiti. Segundo o ministro, em dez anos de missão já foram aportados no país caribenho cerca de R$ 2 bilhões.

Jaques Wagner destacou ainda o comando do general Carlos Alberto dos Santos Cruz à frente da maior operação da Organização das Nações Unidas (ONU), a Monusco, no Congo. O militar tem sob sua responsabilidade cerca de 20 mil homens. 

Jogos Olímpicos

Em relação aos Jogos Olímpicos Rio 2016, o ministro explicou que o Brasil vem trocando informações entre bancos de inteligência internacionais. E está recebendo as experiências adquiridas em eventos desta natureza com a Inglaterra, França e Estados Unidos.

Ele deixou claro que a missão fundamental das Forças Armadas não é permanecer de maneira perene em ações de competência dos órgãos de segurança pública, como as polícias. “As Forças são a principal reserva de segurança do País, como acontece no Complexo da Maré, no Rio de Janeiro. Existe essa consciência.” 

Ministério investe mais de R$ 11 bilhões para defesa estratégica do território nacional

Fonte:

Portal Planalto, com informações do Ministério da Defesa e da Câmara dos Deputados