Você está aqui: Página Inicial > Notícias > 2015 > 05 > Mais Médicos garante atenção básica para 63 milhões de brasileiros

Notícia

Mais Médicos garante atenção básica para 63 milhões de brasileiros

Saúde

Programa já conta com mais e 18 mil profissionais, atuando em 73% das cidades brasileiras. Foram criadas também mais de 5 mil vagas em cursos de medicina em municípios do interior
por Portal Planalto publicado: 26/05/2015 14h46 última modificação: 03/06/2015 12h02
Divulgação/EBC Programa adota uma visão integral de saúde da família

Programa adota uma visão integral de saúde da família

Desde sua criação há quase dois anos, o Programa Mais Médicos, do governo federal, já mudou a realidade de 63 milhões de brasileiros que agora são acompanhados constantemente por especialistas em saúde da família. Com a adesão de 4.139 médicos na última fase, o programa chegou a um total de 18.240 profissionais, que atuam em 5.570 municípios do País. Ou seja, 73% das cidades brasileiras.

Para além da expansão no número de especialistas na atenção básica, o programa visa formar um maior número de médicos para atender as localidades com mais carência de profissionais; além de fortalecer a formação na área de saúde da família e ampliar recursos destinados à infraestrutura de atendimento.

“O Mais Médicos permite que mais brasileiros possam solucionar 80% dos seus problemas de saúde perto de suas casas e sejam acompanhados constantemente por uma equipe de saúde. Isso significa a solução de um problema antigo que é o da fixação dos médicos nos municípios que mais necessitam”, explicou.

O programa adota uma visão integral de saúde da família e os médicos são preparados para compreender a realidade e conhecer os hábitos dos pacientes que estão sob sua responsabilidade, atuando no tratamento e na prevenção de enfermidades.

“Mais do que cuidar da doença, as equipes cuidam da pessoa. Com o Mais Médicos, é primeira vez que o governo consegue colocar em prática, em grande escala, o modelo de atenção básica previsto pela Constituição e regulamentado nos anos 1990”, acrescenta Heider.

Entre julho de 2013 e março de 2014, houve um aumento de 33% na média mensal de consultas na atenção básica e de 32% nas visitas domiciliares dos médicos.

Cursos de especialização e Tele Saúde

Ao ingressar no programa, os médicos são automaticamente matriculados em um curso de especialização em saúde da família. As aulas são realizadas à distância sob coordenação Universidade Aberta do SUS. Além disso, o conhecimento dos profissionais é avaliado periodicamente por supervisores independentes ligados às universidades públicas.

Os médicos dispõem de uma biblioteca online, que conta com diversos periódicos nacionais e internacionais. “Esse material permite que os profissionais possam atualizar constantemente seus conhecimentos e acompanhar as práticas e recomendações mais indicadas para os diversos casos clínicos”, salienta Heider.

O governo disponibiliza ainda um sistema de Tele Saúde, que funciona de segunda a sexta-feira, das 7h às 17:30h. Por meio do serviço, os médicos podem consultar outros profissionais especialistas para auxiliar no diagnóstico dos pacientes, evitando, em alguns casos, que eles tenham que se deslocar para outras cidades.

Formação de novos médicos

A lei do Programa Mais Médicos (Lei 12.871/2013) estabeleceu um plano de expansão de vagas para os cursos de graduação em medicina e para a residência médica em saúde da família e da comunidade. Desde então, foram criadas 5.027 novas vagas de graduação e cerca de 4 mil para a especialização. A meta do programa é abrir 11,5 mil vagas nos cursos de medicina até 2017 e 12 mil vagas para formação de especialistas até 2020. 

Outra mudança importante foi realizada na lógica de abertura dos cursos de medicina. Desde então, o Ministério da Saúde identifica as regiões prioritárias e realiza um chamamento público. As universidades apresentam propostas e, se aprovadas, os cursos de medicina podem ser abertos. Ao longo dos últimos dois anos, já foi autorizada a criação de 52 novas escolas de medicina em cidades do interior que não tinham faculdades na área.

Municípios com índice menor que 1,34 vagas em cursos de medicina por 10 mil habitantes são priorizados. Essa é a taxa média atual do Brasil, que era 0,8 antes do programa. Outros requisitos observados são: proporção de médicos por mil habitantes menor que 2,7; não ter curso de medicina; ter mais de 50 mil habitantes; e estar localizado em região com estrutura de saúde e de equipamentos públicos que suportem os trabalhos do novo curso.

“É a primeira vez que o número de vagas ofertadas no interior do País é maior que nas capitais. É também a primeira vez que o número de vagas por habitante é o mesmo nas regiões Norte e Sudeste, assim como nas regiões Nordeste e Sul”, salientou o secretário Heider Pinto.

Novas diretrizes curriculares

O Mais Médicos reformulou ainda das bases curriculares dos cursos de medicina do Brasil, com intuito de fortalecer o saúde da família e o atendimento na atenção básica. As novas diretrizes curriculares foram debatidas e aprovadas pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Com as novas medidas, os estudantes de medicina devem cumprir 30% da carga horária do internato (2 últimos anos do curso) na atenção básica e no serviço de urgência e emergência do SUS.

Uma outra novidade diz respeito à avaliação dos cursos, que passou a ocorrer a cada dois anos. Realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o diagnóstico tem como objetivo dar recomendações às universidades para que priorizem as áreas com deficiência antes que o estudante conclua o curso.

Meta é abrir 11,5 mil vagas nos cursos de medicina até 2017 e 12 mil vagas para formação de especialistas até 2020

Adesão e avaliação dos médicos brasileiros

Nas três primeiras chamadas do Mais Médicos em 2015, 92% das vagas ofertadas foram preenchidas por profissionais com CRM Brasil. Já as vagas do último edital foram totalmente preenchidas por profissionais do País, sendo 91% com registro no Brasil e 9% formados no exterior.

Uma pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostrou que 93% dos profissionais com CRM Brasil afirmaram estar satisfeitos ou muito satisfeitos com a participação no programa. Além do percentual alto de satisfação, 90% dos médicos entrevistados responderam que indicariam a participação para outros médicos.

Ao todo, foram realizadas 391 entrevistas nas cinco regiões do Brasil com médicos do programa, no período de 17 a 23 de novembro de 2014. 

Investimentos em infraestrutura

Além de disponibilizar especialistas nas regiões com carência de profissionais, a iniciativa também prevê ações de expansão e melhoria da infraestrutura de atendimento:

  • R$ 5,6 bilhões para o financiamento de construções, ampliações e reformas de Unidades Básicas de Saúde (UBS). Das 26 mil UBS existentes, 20,6 mil (79,2%) estão em obras ou já foram concluídas.
  • R$ 1,9 bilhão para construções e ampliações de Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). De um total de 943 projetos aprovados, 363 já foram concluídos. 


Fonte:
Portal Planalto, com informações do Blog da Saúde, do Ministério da Saúde e da NBR