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Governo investe na renovação de frota para defesa e em monitoramento de fronteiras

Dia da Vitória

Orçamento prevê R$ 5,4 bilhões do PAC para compra de novos equipamentos para Forças Armadas
por Portal Planalto publicado: 08/05/2015 17h46 última modificação: 09/05/2015 15h41
Exibir carrossel de imagens Roberto Stuckert Filho/PR Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Comemoração dos 70 anos do Dia da Vitória

Presidenta Dilma Rousseff durante cerimônia de Comemoração dos 70 anos do Dia da Vitória

A presidenta Dilma Rousseff homenageou nesta sexta-feira (8) pracinhas brasileiros que combateram na II Guerra Mundial.  Durante a cerimônia de comemoração pelos 70 anos do Dia da Vitória, Dilma entregou insígnias da Ordem Nacional do Mérito aos militares brasileiros que participaram ao lado dos países Aliados. Nesta data, em 1945, as tropas alemãs foram rendidas e a II Guerra teve fim na Europa. 

Confira as fotos da celebração do Dia da Vitória

"Naquele 8 de maio renascia a esperança de que a liberdade e a paz voltassem a reger a vida entre as nações. Uma vitória extraordinária para a qual 25 mil brasileiros lutaram com coragem e patriotismo honrando, em todos os momentos, a Força Expedicionária (FEB) e o Brasil", afirmou a presidenta durante a cerimônia realizada no Palácio do Planalto, em Brasília (DF).

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O Orçamento da União de 2015 prevê para as áreas de defesa recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Até o fim deste ano, serão destinados R$ 5,4 bilhões para a aquisição de nove helicópteros franceses de médio porte, a compra de veículos blindados Guarani e o desenvolvimento da aeronave de transporte militar KC-X pela Embraer em parceria com o Ministério da Defesa. 

Deste valor, R$ 1 bilhão deve ser destinado para a aquisição de parte dos caças suecos Gripens que irão renovar a frota brasileira. A transação fechada pelo Brasil no fim de 2014 tem custo previsto de R$ 10 bilhões a serem pagos até 2023. 

O Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub) da Marinha, e o Sistema Integrado de Fronteiras, do Exército, também devem ser beneficiados com recursos do PAC. 

Prosub

A parte brasileira da Zona Econômica Exclusiva no Oceano Atlântico tem uma área de 3,6 milhões de km² . Além das riquezas naturais, a área contabiliza 95% do comércio exterior nacional e 88% de toda a produção de petróleo brasileiro. O País pleiteia junto à Organização das Nações Unidas (ONU) a ampliação dessas fronteiras para os limites da Plataforma Continental, o que elevaria a área marítima para 4,5 milhões de km². 

Para proteger a Zona e ampliar a defesa da soberania, da integridade territorial e dos interesses marítimos, a Marinha do Brasil desenvolveu o Programa de Desenvolvimento de Submarinos (Prosub). A iniciativa irá viabilizar a construção do  primeiro submarino de propulsão nuclear com tecnologia nacional, além de outros quatro submarinos convencionais com transferência de tecnologia da França. A Força Armada já conta com uma frota de cinco submarinos. 

Em 2014, o Estaleiro de Construção (ESC) dos submarinos, no Complexo Naval de Itaguaí, foi inaugurado na cidade de mesmo nome, na região metropolitana do Rio de Janeiro. O Prosub conta com um investimento total de R$ 28,6 bilhões, dos quais R$ 7 bilhões vêm do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 

Caças e cargueiros 

Em outubro de 2014, A Força Aérea Brasileira assinou o contrato de compra com a empresa sueca Saab para a aquisição de 36 aviões militares Gripen de nova geração, por cerca de R$ 13 bilhões. O contrato prevê ainda treinamento de pilotos e mecânicos brasileiros na Suécia, apoio logístico e a transferência de tecnologia para indústrias brasileiras. O primeiro caça será entregue em 2019 e o último em 2024. 

No início deste ano, a maior e mais moderna aeronave fabricada no Brasil, o cargueiro militar KC-390, realizou o seu primeiro voo. O avião é resultado do Inova Empresa, plano de inovação tecnológica criado pelo Governo Federal e que em 2014 investiu mais de R$ 12 bilhões em projetos de 12 áreas estratégicas para o País. 

Toda a tecnologia para a construção da aeronave foi desenvolvida com o apoio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES). O projeto é resultado de uma cooperação entre a FAB e a fabricante Embraer. 

O acordo entre a FAB e a fabricante brasileira de aviões prevê a aquisição de 28 aeronaves ao longo de dez anos. Na FAB, os KC-390 deverão cumprir todas as missões atualmente realizadas pelos C-130 Hércules, como transporte de tropas e de carga, lançamento de paraquedistas, busca e combate a incêndios. 

"Da Amazônia à Antártica, a frota de 28 aeronaves terá um papel fundamental para os mais diversos projetos do Estado brasileiro, da pesquisa científica à manutenção da soberania", disse o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato, no voo do primeiro avião cargueiro. 

Fronteiras 

O Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron) pretende fortalecer a capacidade de ação do Exército Brasileiro na faixa de fronteira terrestre, de aproximadamente 16 mil km de extensão. O sistema integra recursos tecnológicos, como sistemas de vigilância e monitoria, tecnologia de informação e guerra eletrônica que, aliados a obras de infraestrutura, vão reduzir a vulnerabilidade na região de divisa do Brasil. 

Entre os benefícios da iniciativa estão: o aumento da capacidade de monitoramento e controle das fronteiras, maior integração regional, fortalecimento da indústria de defesa nacional e o estímulo à pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica. 

O projeto piloto do sistema está em fase de execução na cidade de Dourados. Estima-se que a implementação do sistema ocorra até 2021.  

Pracinhas 

A participação na Segunda Guerra deixou um legado importante ao Brasil, entre eles, a valorização estratégica da região Nordeste do país, a renovação da mentalidade industrial e a projeção internacional, já que o Brasil foi o único país da América Latina a compor uma força militar contra o nazismo e o fascismo. 

De um total de 25.445 soldados enviados ao fronte, o Brasil contabilizou mais de 450 mortes e cerca de 3 mil feridos. Sobre a composição da tropa, que consistiu em uma Divisão de Infantaria Expedicionária, 98% dos oficiais eram militares de carreira, enquanto entre os Praças, 49% eram civis que foram recrutados para a luta. 

Fonte:

Portal Planalto com informações do Ministério da Defesa, Marinha do Brasil, Programa de Aceleração do Crescimento, Portal Brasil e Agência Brasil