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Notícia

Governo federal inaugura unidade de tratamento gratuito contra o câncer em Salvador

Atenção oncológica

Com investimentos de R$ 3 milhões, Ministério da Saúde amplia prevenção, diagnósticos, consultas e cirurgias por meio de 11 consultórios e 21 leitos
por Portal Planalto publicado: 13/05/2015 16h40 última modificação: 04/09/2015 13h10
Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce Nova unidade foi erguida e equipada com R$ 10.790 milhões dos governos federal e estadual

Nova unidade foi erguida e equipada com R$ 10.790 milhões dos governos federal e estadual

O governo federal, em parceria com o estado da Bahia, inaugurou nesta quarta-feira (13) a Unidade de Alta Complexidade em Oncologia Nossa Senhora de Fátima, em Salvador. A expectativa é atender em torno de quatro mil pessoas por mês pelo Sistema Único de Saúde (SUS), número 500% superior em relação à demanda atual do hospital.

O Ministério da Saúde destinou R$ 3 milhões para a compra de um acelerador linear, equipamento de alta tecnologia usado para o tratamento de radioterapia.

A inauguração da unidade de oncologia de Salvador é mais uma ação do governo federal para ampliar a rede de tratamento contra o câncer. Entre 2010 e 2013, o Ministério da Saúde aumentou em 37,3% o investimento na prevenção, diagnósticos e tratamentos contra o câncer.

“Esta unidade [inaugurada nesta manhã] é um dos elos na construção e ampliação de uma rede oncológica, que vai trabalhar na prevenção, na atenção à saúde, além de formar bem os profissionais para tratar dos casos de câncer, com um elemento especial, que é o atendimento humanizado e o respeito a quem mais precisa”, afirmou o ministro da Saúde, Arthur Chioro.

O novo centro de saúde pertence ao complexo de Obras Sociais Irmã Dulce (Osid). Com 1.700 metros, 11 consultórios, 21 leitos modernos e aparelhos, a unidade oferece ainda consultas ambulatoriais e cirurgias, contribuindo para reduzir as filas de espera por esses tratamentos no estado.

Evolução no combate à doença
O Brasil aumentou a sobrevida de pacientes diagnosticados com câncer de mama e de próstata nos últimos anos, mostrou estudo da revista de saúde inglesa The Lancet. Intitulada Concord 2, a pesquisa avaliou mais de 23,3 milhões de pessoas em 67 países, e atribui o resultado brasileiro à expansão do acesso da população aos serviços de saúde, exame e tratamento.

O diagnóstico precoce associado ao tratamento eficaz da doença foi apontado como o principal avanço alcançado pelo País.

Para o câncer de mama, o aumento de sobrevida deve-se à redução na mortalidade pós-operatória com tratamento adequado. Já no caso do tumor de próstata, a melhoria foi relacionada diretamente à maior oferta do exame conhecido como Antígeno Prostático Específico (PSA), teste de sangue usado no diagnóstico da doença.

“O estudo reforça a importância da expansão da oferta de exames e do tratamento adequado. No caso do Brasil, sem dúvida, a existência de um sistema público de saúde foi fundamental para os avanços apontados pela revista inglesa”, afirmou Arthur Chioro. “O governo federal tem investido não só na oferta de serviços no SUS, mas também na inclusão de medicamentos mais modernos.”

No controle do tabagismo, o principal causador do câncer no mundo, destaque para as mudanças na legislação brasileira. A proibição do fumo em ambientes fechados e inclusão de imagens nos maços alertando os malefícios para a saúde impactaram positivamente no hábito de fumar.

Mais da metade dos entrevistados na mais recente Pesquisa Nacional de Saúde (52,3%) afirmam que pensaram em parar de fumar devido às advertências do Ministério da Saúde.

“A nossa política está em quatro grandes pilares: a taxação do preço do cigarro, ou seja a elevação do preço progressiva, levando a diminuição do consumo; a proibição de todo e qualquer forma de propaganda; a eliminação de todos os pontos de fumo, chamados de fumódromos; e um programa de atendimento gratuito, inclusive com distribuição de medicamentos as pessoas que querem parar de fumar na rede do SUS”, afirmou o ministro da Saúde.

O trabalho do Brasil no monitoramento epidemiológico do uso do tabaco e na implantação de políticas públicas obteve reconhecimento internacional. Em 2014, o Ministério da Saúde recebeu o Prêmio Bloomberg para o Controle Global do Tabaco. De acordo com a entidade, o trabalho do governo federal “é modelo para outros países que também atuam nessa área”. 

Os resultados das políticas públicas garantiram ao Instituto Nacional de Câncer (Inca), instância técnica do Ministério da Saúde, o posto de Centro Colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o Controle do Tabaco na América Latina e países de língua luso-hispânica.

Assistência em expansão
O investimento governo federal em assistência oncológica cresceu quase 37,3% em três anos, totalizando R$ 2,8 bilhões em 2013. A expansão dos recursos resultou no maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamento, bem como inclusão de medicamentos mais modernos (seis novos medicamentos passaram a ser oferecidos no SUS desde 2011, como Imatinibe, Trastuzumabe e Asparaginase).

Segundo o Ministério da Saúde, houve aumento de mais de 20% na realização de radioterapia e quimioterapia entre 2010 e 2013, chegando a 10 milhões de procedimentos radioterápicos e 2,7 milhões de quimioterapia. Atualmente, o SUS oferta tratamento oncológico em 295 unidades hospitalares em todo País - dado atualizado em maio de 2015.

O Serviço de Referência para o Diagnóstico de Câncer de Mama (SDM) e o Serviço de Referência para Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer do Colo de Útero (SRC), instituídos em 2014, terão R$ 3,7 milhões por ano para incentivar unidades habilitadas em oncologia a ampliarem o acesso às mamografias.

As unidades habilitadas recebem 60% a mais pela realização dos exames, como incentivo para a adesão à estratégia, concentrando o atendimento a pacientes em uma unidade de referência, e ofertando, em um só local, uma série de exames para diagnóstico de câncer de colo do útero ou de mama.

Expansão dos recursos para a rede de atenção oncológica resultou no maior acesso ao diagnóstico precoce e tratamento, além da inclusão de medicamentos mais modernos no SUS

Reforço para hospitais universitários
Nove hospitais universitários de todo o Brasil vão receber repasse de R$ 11 milhões para compra de medicamentos, materiais medico-hospitalares e pagamentos de serviços pelo Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (Rehuf), do Ministério da Educação. A autorização do crédito foi publicada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira (13).

Fonte:
Portal Planalto com informações do Ministério da Saúde, Blog da SaúdeInstituto Nacional do Câncer (Inca) e TV NBR