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Governo federal, iniciativa privada, estado e cidade do Rio dividem investimentos para Olimpíadas

Esporte

Recursos federais serão destinados para a construção de locais de disputa e de centros de treinamento, obras de energia elétrica e a reforma do laboratório de controle de dopagem
por Portal Planalto publicado: 13/05/2015 17h41 última modificação: 13/05/2015 17h48
Gabriel Heusi/Brasil 2016/ME Obras do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos, uma das instalações esportivas que vão ser construídas com recursos federais

Obras do Centro Olímpico de Esportes Aquáticos, uma das instalações esportivas que vão ser construídas com recursos federais

A realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos do Rio de Janeiro em 2016 prevê a integração das três esferas do Poder Executivo (federal, estadual e municipal) e da iniciativa privada. Todo o evento está orçado em R$ 38,6 bilhões, com cada parte sendo responsável por um pedaço desse grande bolo. Caberá ao governo federal o investimento total de R$ 1,9 bilhão.

Os valores dizem respeito às ações previstas na Matriz de Responsabilidade (última atualização em janeiro de 2015) e no Plano de Políticas Públicas (última atualização em abril deste ano), além dos investimentos realizados pelo Comitê Rio 2016 (todos privados).

O presidente do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Andrew Parsons, conversou nesta quarta-feira (13) com a presidenta Dilma Rousseff sobre o andamento das construções para os jogos. De acordo com Parsons, a estrutura que será oferecida aos atletas brasileiros deverá ficar entre as três melhores do mundo.

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A Matriz de Responsabilidade reúne os projetos de governo -- associados à organização e realização dos Jogos -- que serão executados com verba pública e privada. Além disso, estão nesta conta os projetos que não seriam viabilizados caso o Rio de Janeiro não fosse escolhido como sede. Todas as ações somam R$ 6,6 bilhões. A participação do governo é de R$ 1,67 bilhão.

É o governo federal, por exemplo, quem irá destinar recursos para a construção e manutenção do Centro Olímpico de Tênis, de Handebol (construção temporária), de Esportes Aquáticos e do Velódromo Olímpico, todos eles localizados no Parque Olímpico, na Barra da Tijuca, sede de 14 instalações previstas para a disputa da competição. O investimento para essas estruturas será de R$ 666,3 milhões.

Outro grande aporte de investimentos da União será no Complexo Esportivo de Deodoro, palco de competição de 11 modalidades olímpicas e 4 paralímpicas. Serão destinados R$ 800 milhões para a construção de espaços permanentes e provisórias, além da adequação de estruturas já construídas para a disputa do Pan-Americano de 2007.

Além das obras dos equipamentos esportivos, caberá ao governo federal o financiamento de instalações complementares e também em ações de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica. O Parque Olímpico da Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), por exemplo, prevê a construção de uma subestação de energia dedicada exclusivamente ao fornecimento de energia para o principal local de competições ao custo de R$ 72,9 milhões a serem executados pelo setor privado.

A próxima versão da Matriz de Responsabilidade está prevista para julho.

Plano de Políticas Públicas

O Plano de Políticas Públicas corresponde aos projetos que ficarão como legado para a cidade do Rio de Janeiro, como obras de mobilidade urbana, saneamento e renovação urbana. Lançado em 2014, a previsão orçamentária foi revista este ano. Os 27 projetos desta frente de investimentos dos Jogos Olímpicos correspondem a R$ 24,6 bilhões. O governo terá participação em três deles.

O Laboratório Brasileiro de Controle de Dopagem (LBCD) abraça dois desses projetos: a construção de novas instalações e a aquisição de novos equipamentos. O novo prédio da instalação que existe desde 1989 no Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu um investimento total de R$ 188 milhões, sendo R$ 160 milhões do Ministério do Esporte e R$ 28 milhões do Ministério da Educação.

Nesta quarta-feira (13), a Agência Mundial Antidoping (WADA, na sigla em inglês) voltou a credenciar o LBCD como um dos 34 laboratórios do mundo apto a realizar testes de antidoping.

O outro projeto sob responsabilidade do governo federal é a construção e reformas de Centros de Treinamento. As instalações de treinamento para atletismo, natação, polo aquático, saltos ornamentais, nado sincronizado, vôlei, rúgbi, futebol, pentatlo moderno e hóquei sobre grama, além de um centro de treinamento voltado para os esportes paraolímpicos, passarão a compor a Rede Nacional de Treinamento que o Ministério do Esporte tem montado para melhorar a infraestrutura esportiva do País. Para este projeto, os recursos federais serão da ordem de R$ 76 milhões.

Vale ressaltar: os aportes de responsabilidade dos governos municipais e estadual terão a participação da iniciativa privada.

 

Aeroportos, segurança e saúde

Os dois aeroportos que atendem a cidade do Rio de Janeiro serão modernizados para receber os Jogos Olímpicos. Com fluxo estimado em 3 milhões de passageiros, o consórcio que opera o aeroporto do Galeão tem acelerado o andamento das obras para concluir o Terminal 2 e construir o Pier Sul. No Santos Dumont, as intervenções visam à melhoria das operações e o aumento do conforto dos passageiros.

Na área de segurança, a Secretaria Extraordinária de Segurança para Grandes Eventos do Ministério da Justiça (MJ) tem realizado estudo para definir a quantidade de profissionais necessária para cada instalação olímpica sob responsabilidade do poder público brasileiro.

Ficarão a cargo das forças públicas de segurança os locais de treinamento e áreas de competição no Rio de Janeiro, além de instalações como a Vila Olímpica, a Vila dos Árbitros, o Centro Principal de Mídia (MPC) e o Centro Internacional de Transmissão (IBC), ou seja, os principais espaços por onde circularão público, atletas, árbitros e jornalistas.

Já ao Ministério da Saúde competirá contratar mais ambulâncias para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Além das ambulâncias, mais profissionais de saúde vão ser contratados para melhorar o atendimento do serviço no período das Olimpíadas. Após os Jogos Olímpicos essas ambulâncias vão ser utilizadas na renovação da frota no Rio de Janeiro e em outros municípios do Brasil.

Fonte

Portal Planalto, com informações do Ministério do Esporte, Autoridade Pública Olímpica, Portal da Transparência, Ministério da Saúde, Secretaria de Aviação Civil e Ministério da Justiça