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Empresas de energia devem focar em investimentos estratégicos, afirma Eduardo Braga

Infraestrutura

Para ministro de Minas e Energia, objetivo de reestruturação do setor elétrico é garantir segurança energética a custos menores de produção e aumentar a competitividade
por Portal Planalto publicado: 27/05/2015 20h07 última modificação: 04/09/2015 13h19
Wilson Dias/ Agência Brasil Eduardo Braga afirma que setor elétrico deve estar preparado para atender as necessidades de crescimento do País

Eduardo Braga afirma que setor elétrico deve estar preparado para atender as necessidades de crescimento do País

O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou nesta quarta-feira (27) que as empresas federais de energia elétrica deverão direcionar seus esforços e investimentos para atividades consideradas estratégicas com o objetivo de garantir segurança energética a custos menores de produção.

Por atividades estratégicas entenda-se a expansão de energia de base (hidrelétricas e térmicas) e de linhas de transmissão consideradas estruturantes, ou seja, que reforçam a interligação entre redes.

Esse processo envolverá também desinvestimentos em algumas atividades. Ou seja, o governo federal deve repassar ao mercado do setor elétrico os ativos de sistemas de energia elétrica já estabelecidos. De acordo com o ministro, o investimento público deve agora se concentrar em áreas mais isoladas.

“Isso é uma regra do ajuste [do setor elétrico] que nós estamos fazendo. Dentro do setor elétrico, nós temos vários investimentos que podem ser desinvestidos porque o governo federal e o capital público já cumpriram o seu papel de indutor da economia e da expansão da infraestrutura e da política social”, afirmou o ministro após a abertura do Encontro Nacional de Agentes do Setor Elétrico, no Rio de Janeiro.

Braga frisou que o plano de desinvestimento pode ser entendido como uma reestruturação do setor elétrico que visa ao aumento da competitividade e não como parte do ajuste fiscal do governo.

"Existem regiões que estão em grandes sistemas isolados e em que não há neste momento viabilidade para que sejam privatizadas, e existem outros sistemas que já estão interligados e maduros economicamente em que é desnecessário que o governo federal continue gerindo e investindo", disse Braga.

A Centrais Elétricas de Goiás (Celg), da Eletrobras, foi escolhida como a primeira elétrica federal a ser privatizada no plano de desinvestimento por ser segura o suficiente para iniciar o novo modelo de privatização.

“A Celg passa a ser a nossa prioridade para o ano de 2015, do ponto de vista da desmobilização ou desinvestimento do setor público brasileiro. As demais, ainda estamos em um planejamento junto à Eletrobrás e o governo brasileiro”, explicou o ministro.

Retomada do crescimento

Para Eduardo Braga, o setor elétrico deve estar preparado para atender as necessidades de crescimento do País.

“Nosso setor será responsável por um insumo fundamental para que, passada essa fase de ajustes e esta fase de desafios iniciais, nós possamos assegurar que o Brasil não terá na energia elétrica, e na energia de modo geral, um gargalo que impeça a retomada do crescimento no ritmo e na velocidade que todos nós acreditamos que o Brasil vai alcançar."

Até o fim do ano serão adicionados 6,4 mil megawatts (MW) ao parque gerador de energia elétrica brasileiro. Até agora já foram adicionados 2 mil MW. A meta na área de transmissão é acrescentar mais de 7 mil quilômetros de linhas neste ano.

De acordo com o titular da pasta, o Brasil conseguiu deixar para trás o risco do racionamento. "Nosso grande desafio tem sido agora administrar os nossos reservatórios", afirmou o ministro.

Energia nuclear

Outro assunto abordado pelo ministro no evento realizado no Rio de Janeiro foi a produção de energia nuclear. Segundo Braga, estão em estudo 21 pontos estratégicos em todas as regiões brasileiras para que sejam instaladas mais quatro usinas nucleares, todas elas previstas no Plano Nacional de Energia PNE-2030.

"Nosso objetivo é que no segundo semestre estejamos com um pré-estudo para discutir com a presidenta [Dilma Rousseff]."

O Plano Nacional de Energia aponta a necessidade de implantação de 4 mil megawatts (MW) nucleares adicionais entre os anos de 2015 e 2030. Deste valor, 2 mil MW seriam instalados no Nordeste e os outros 2 mil MW no Sudeste. Com essas quatro novas usinas, a capacidade de geração de energia nuclear daqui a 15 anos chegaria a 7,3 mil MW.

O ministro defendeu que o Brasil, como País que tem grandes reservas de urânio, deveria ser autossuficiente na produção do urânio enriquecido. Ele ainda destacou a necessidade de fortalecer e baratear as térmicas de base para garantir a retomada da indústria, e declarou que a crise hídrica deixou isso evidente.

Fonte:
Portal Planalto, com informações do Ministério de Minas e Energia, da Eletrobras da Agência Brasil e da Eletronuclear