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Em Houston, ministro Eduardo Braga anuncia leilão para exploração de petróleo e gás no Brasil

Investidores

13ª Rodada de Licitações acontecerá no último trimestre deste ano. Divulgação foi feita durante a Offshore Technology Conference (OTC)
por Portal Planalto publicado: 04/05/2015 18h55 última modificação: 04/05/2015 18h55
Blocos podem ser explorados por qualquer empresa interessada que cumpra os requisitos

Blocos podem ser explorados por qualquer empresa interessada que cumpra os requisitos

A 13ª Rodada de Licitações para exploração de petróleo e gás no Brasil acontecerá em outubro de 2015, informou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nesta segunda-feira (4), em Houston, nos Estados Unidos. O anúncio foi feito  durante a Offshore Technology Conference (OTC), principal evento do setor no mundo, que acontece no período de 3 a 7 de maio. 

Os 269 blocos, a serem leiloados no último trimestre deste ano – e que não fazem parte da área do pré-sal –, podem ser explorados por qualquer empresa interessada que cumpra os requisitos, sem necessidade de associação com parceira brasileira. A rodada deverá oferecer áreas em 23 setores distribuídos em dez bacias sedimentares: Amazonas, Parnaíba, Potiguar (terra), Recôncavo, Sergipe-Alagoas (mar), Jacuípe, Camamu Almada, Campos, Espírito Santo (mar) e Pelotas.

"A 13ª rodada será uma oportunidade para empresas aumentarem sua participação ou entrarem no mercado brasileiro. Serão oferecidas áreas maduras e também áreas de novas fronteiras e que tem grande potencial", explicou o ministro.

Braga anunciou ainda que as próximas rodadas de licitação para concessão de áreas serão planejadas levando-se em conta fatores como as necessidades das empresas petrolíferas, a demanda nas indústrias fornecedoras de serviços, a capacidade da indústria local, e os estudos realizados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP), inclusive sobre as descobertas mais recentes.

Incentivo

O ministro mostrou aos investidores que o Brasil já abriga as maiores empresas do setor no mundo, 26 delas operando campos de petróleo. De todo o petróleo descoberto no mundo nos últimos cinco anos, 36% está no Brasil (22,9 bilhões de barris). Este percentual cresce para 63% quando computadas apenas as descobertas em águas profundas.

Em sua palestra, Braga informou que o país tem um potencial de descobertas em 2,8 milhões de km², dos quais 307,7 mil km² apresentam certeza de sucesso na exploração, além de não haver restrição à exportação de petróleo. O Brasil exportou mais 500 mil barris diários em 2014, por meio de 17 empresas, sendo que a Petrobras respondeu por 45% dessas exportações. Os 55% restantes foram de responsabilidade das demais empresas que atuam em território nacional. 

Garantias

Segundo o ministro, o Brasil está fazendo ajustes macroeconômicos - principalmente na área fiscal - para recuperar o crescimento econômico. Além disso, o setor elétrico, que não sofreu racionamento mesmo com a severa seca que atinge o país há dois anos, provou ser robusto.

A expansão das fontes de geração de energia, que cresceu 67% desde 2001, passando de 80,3 mil MW de capacidade instalada para 133,9 mil MW em 2014, e o crescimento de 80% da rede de linhas de transmissão, que passaram de 70 mil km para 125,8 mil km, foram os principais fatores que contribuíram para a normalidade do fornecimento de energia no país, de acordo com Braga.

Evento

Desde domingo (3), o ministro de Minas e Energia e representantes da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e da Petrobras estão na cidade americana considerada a capital mundial da indústria de petróleo e gás, participando da Offshore Technology Conference (OTC). Além de prestigiar a Petrobras, que será premiada por tecnologias desenvolvidas para explorar o pré-sal, o ministro busca atrair investidores para a nova fase da indústria do petróleo no Brasil.

 Leilão A-5

 Realizado na última quinta-feira (30) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em São Paulo, o Leilão de Geração de Energia A-5 resultou na contratação de 14 projetos de geração de energia elétrica, com capacidade instalada total de 1.973,4 megawatts (MW) de potência. A energia suprirá a demanda projetada de 26 concessionárias de distribuição de energia elétrica para o ano de 2020.

Ao todo, houve projetos vencedores nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Sergipe, Goiás e Rio Grande do Sul. Em média, o preço final ficou 0,92 por cento abaixo do previsto. 

Boletim

Divulgado também na quinta-feira (30) pelo Ministério de Minas e Energia (MME), o Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico informou que, no mês de março, entraram em operação comercial 509,1 MW de capacidade instalada de geração e 332,0 km de linhas de transmissão. De janeiro a março de 2015, a energia nova adicionada ao Sistema Interligado Nacional (SIN) já soma 1.594,2 MW, com 464, 0 km de linhas de transmissão que entraram em operação.

Segundo o documento, a capacidade própria instalada total de geração de energia elétrica no Brasil, em março, atingiu 135.346 MW. Em comparação com o mesmo mês em 2014, houve expansão de 2.936 MW de geração de fonte hidráulica, de 1.304 MW de fontes térmicas e de 3.262 MW de geração eólica.

Em março, a matriz de capacidade instalada de energia elétrica brasileira contava com 66,2% de fontes hidrelétricas, 29,6% de térmicas, e 4,2% de eólicas.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é um documento oficial elaborado pelo Ministério de Minas e Energia com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico

Fonte
Portal Planalto, com informações do Ministério de Minas e Energia   e da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis