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Capacidade dos aeroportos brasileiros vai triplicar nos próximos 20 anos, diz Eliseu Padilha

Transporte aéreo

Em 2014, 117 milhões de passageiros utilizaram os aeroportos do país. Segundo o ministro, o ritmo de expansão anual de 10% deverá se manter
por Portal Planalto publicado: 06/05/2015 18h11 última modificação: 06/05/2015 19h28
Divulgação/Secretaria de Aviação Civil Segundo pesquisa de percepção feita com passageiros, terminal de Brasília foi o que apresentou maior evolução

Segundo pesquisa de percepção feita com passageiros, terminal de Brasília foi o que apresentou maior evolução

O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Eliseu Padilha, afirmou nesta quarta-feira (6) que a capacidade dos aeroportos brasileiros vai triplicar nos próximos 20 anos. O anúncio foi feito durante a exposição do ministro na reunião conjunta das Comissões de Serviços de Infraestrutura (CI) e de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) do Senado Federal. 

Segundo Padilha, o ritmo de expansão anual de 10%, observado entre 2004 e 2014, deverá ser mantido nas próximas décadas. O crescimento da aviação regional deverá ficar em 9% ao ano.

Em 2014, 117 milhões de passageiros utilizaram os aeroportos do país. Isto significa uma maior democratização do transporte aéreo, que melhorou a integração nacional, e está tornando possível o acesso dmilhões de brasileiros a este tipo de meio de transporte

Programa de Aviação Regional

Padilha afirmou que o Programa de Aviação Regional, que vai ampliar de 80 para 270 o total de aeroportos regionais habilitados a receber voos regulares, está em fase de conclusão de estudos ambientais e de anteprojetos. Os próximos passos serão a publicação de editais de licitação, a execução de obras e a abertura do tráfego aéreo. 

O programa vai investir R$ 7,4 bilhões em reformas e construções. A ideia é fazer com que 96% da população fique a menos de 100 km de um terminal, permitindo que os brasileiros se sintam integrados à região metropolitana das capitais ou dos polos regionais. Atualmente, apenas 40 milhões têm este acesso facilitado.

Em março deste ano, o ministro anunciou que dos 270 aeroportos regionais que serão adequados para receber aviação regular, 55 já tiveram os seus anteprojetos autorizados. Os aeródromos sofrerão mudanças como adequação de pista, terminal de passageiros, torre de navegação aérea e seção contraincêndio.

Neste mesmo mês, Padilha anunciou que até 2018, 15 aeroportos brasileiros estarão concedidos. Os próximos a serem leiloados devem ser os de Salvador (BA), Porto Alegre(RS) e Florianópolis (SC). Já os aeroportos de Congonhas (SP), Santos Dumont (RJ), e de Manaus (AM) não serão concedidos, uma vez que, segundo o ministro, garantem o fôlego financeiro da Infaero. 

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Fronteiras

Entre as metas do Programa de Aviação da Secretaria de Aviação Civil está a ampliação da oferta de aeroportos nos quase 17 mil quilômetros de fronteira do Brasil com os outros países da América do Sul, já que apenas três deles operam voos comerciais atualmente: Tabatinga (AM), Corumbá (MS) e Foz do Iguaçu (PR). Com investimentos de mais de R$ 200 milhões, mais nove aeródromos passarão a oferecer rotas regulares entre Oiapoque (AP) e Santa Vitória do Palmar (RS).

Satisfação

Na última pesquisa de percepção feita pela SAC, no primeiro trimestre de 201510 dos 15 terminais avaliados pelos passageiros tiveram notas acima de 4 – numa escala de 1 a 5. Foram ouvidos 13.384 passageiros.

É a primeira vez que a nota média dos aeroportos ultrapassa 4, quando os passageiros são perguntados sobre sua satisfação geral. A Secretaria começou a ouvi-los em 2013.

De acordo com a pesquisa, o aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP), teve a nota mais alta do último trimestre, melhorando 9,2% em relação a si próprio quando comparado ao mesmo período em 2014. Com um resultado de 4,38, o terminal passou da 5ª para a 1ª posição. 

O aeroporto que mais melhorou em relação a si próprio foi o de Brasília (DF): 21% em relação ao primeiro trimestre de 2014, passando de 13º para 4º lugar no ranking. 

O Programa de Aviação Regional vai reestruturar a rede de aviação brasileira, e expandir a malha para integrar o território nacional

Fonte:
Portal Planalto, com informações da Agência Senado e da Secretaria de Aviação Civil