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Notícia

Brasil e China intensificam fluxo de visitas bilaterais

Relação sólida

Confirmação de pedido de 22 aviões pela operadora chinesa à Embraer é exemplo da parceria entre os países em setores de produtos de maior valor agregado
por Portal Planalto publicado: 17/05/2015 09h08 última modificação: 04/09/2015 09h09

O compromisso entre China e Brasil pode ser expressado pelo continuado fluxo de visitas bilaterais, que vem se intensificando desde 2004. A presidenta Dilma Rousseff confirmou nesta terça-feira (19), em que recebeu no Palácio do Planalto o primeiro-ministro da República que viajará à China em 2016, para estreitar ainda mais o relacionamento com o país.

Há cerca de um mês, reunião da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (Cosban), debateu temas da agenda entre os dois países nas áreas de comércio, investimento, agronegócio, infraestrutura, ciência, tecnologia e inovação, além da cooperação espacial, aeronáutica, educacional e cultural. "A simples menção de tantos campos em que se desenvolvem as nossas relações mostra a sua importância e a sua capilaridade em nossa vida econômica", afirmou o secretário-geral das Relações Exteriores, embaixador Sérgio Danese.

22 aviões

De acordo com a presidenta Dilma Rousseff, o Brasil tem ampliado a parceria com a China em termos de crescimento na pauta dos produtos de maior valor agregado. Exemplo disso é a confirmação do pedido de 22 aviões feito à Embraer, nesta terça-feira (19), pela Tianjin Airlines, da China, subsidiária do Grupo HNA.

O acordo final da venda estabeleceu valor estimado de US$ 1,1 bilhão pelo atual preço de lista, para 20 aviões E195 e dois E190-E2. As duas empresas tinham previamente anunciado a aquisição de 40 aviões durante a visita de Estado do presidente chinês Xi Jinping ao Brasil, em julho de 2014. Os outros 18 jatos E190-E2 farão parte de uma segunda aprovação das autoridades chinesas em fase posterior.

A Tianjin Airlines é atualmente a operadora com a maior frota de E-Jets na Ásia. O primeiro E195 será entregue em 2015, e o primeiro E190-E2 tem previsão de entrega para 2018. 

O presidente da Embraer, Paulo Cesar Silva, explicou o rápido crescimento da China trouxe a necessidade por jatos menores que apoiem operações de alimentação de tráfego em grandes aeroportos, complementando operações de aeronaves maiores. "Proporciona-se um equilíbrio ideal entre frequência e disponibilidade de assentos, incentivando o desenvolvimento de novos mercados com menor risco e capacidade incremental – o que gera uma demanda significativa para novas aeronaves nesta categoria”, disse.

Fonte: 

Portal Planalto, com informações do Ministério das Relações Exteriores e da Embraer