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Bolsa Família repassa R$ 2,3 bilhões para quase 50 milhões de brasileiros

Combate à extrema pobreza

Benefício de maio começa a ser pago nesta segunda-feira (18) e segue até o fim do mês. Valor médio do auxílio é de R$ 167,95
por Portal Planalto publicado: 18/05/2015 16h14 última modificação: 18/05/2015 16h59

Beneficiários de todos os estados do País começam a receber nesta segunda-feira (18) o pagamento do Bolsa Família. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) está repassando R$ 2,3 bilhões para complementar a renda de mais de 13,7 milhões de famílias -- o equivalente a quase 50 milhões de pessoas. O valor médio do benefício é de R$ 167,95. O pagamento segue até o dia 31 deste mês.

Confira abaixo os valores destinados para cada estado: 

Benefício de maio começa a ser pago nesta segunda-feira (18) e segue até o fim do mês

Acesse a lista com o pagamento destinado a cada cidade brasileira.

Na última semana, relatório do Fundo Monetário Internacional (FMI) atestou a eficiência do Programa Bolsa Família e das demais ações do Plano Brasil Sem Miséria no combate à extrema pobreza no País. O documento destacou que “apesar de seu grande alcance, os custos fiscais são menores que 0,6% do PIB anual.” Atualmente quase um quarto da população brasileira – 14 milhões de famílias – é beneficiada pelo Bolsa Família. 

O relatório elogia o fato de o programa apoiar as famílias com a transferência de renda aliada ao acompanhamento nas áreas de saúde e educação, as crianças, os adolescentes e as mulheres grávidas que recebem o benefício. “Os participantes têm maiores taxas de frequência e de progressão escolar, assim como menores taxas de repetência. No que diz respeito à saúde, o baixo peso ao nascer, a mortalidade infantil, a subnutrição e a diarreia têm menor incidência entre os participantes, enquanto as taxas de amamentação e de vacinação aumentaram”, afirma o relatório.

De 2011 até hoje, 22 milhões de brasileiros saíram do nível de renda de extrema pobreza graças ao apoio dado pelo programa federal.

Desde 2012, o Bolsa Família passou a complementar o pagamento às famílias que continuavam com renda familiar per capita igual ou inferior a R$ 77, além do recebimento dos benefícios tradicionais do programa. Inicialmente, a complementação de renda alcançou as famílias com crianças até seis anos de idade. Logo depois, passaram a receber o acréscimo famílias com crianças e adolescentes com idade até 15 anos. Finalmente, em março de 2013, todas as famílias beneficiárias, independentemente da presença de crianças ou adolescentes em sua composição, passaram a contar com uma complementação até R$ 70 mensais per capita.

“Cerca de 75% dos adultos que estão no programa trabalham. O repasse do Bolsa Família é apenas um complemento. Qual pai de família vai substituir a renda do trabalho por R$ 170?”, indagou a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, em entrevista no início deste mês ao programa Bom Dia, Ministro.

Em relação ao ajuste fiscal, a ministra reforçou, na mesma entrevista, a informação de que os repasses do Bolsa Família estão garantidos. “É importante que a gente continue atuando, principalmente neste momento difícil. Temos a expectativa de que isso é um processo passageiro. Não estamos revendo nosso modelo de desenvolvimento por inclusão", garantiu.

Cadastro único

O Bolsa Família é apenas um dos programas a que a população de baixa renda pode ter acesso ao se inscrever no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal. O sistema é porta de entrada para 20 políticas públicas. Para se cadastrar, as famílias devem ter renda mensal de até meio salário mínimo (R$ 394) por pessoa. São 27 milhões de famílias atualmente registradas no Cadastro Único.

Os dados coletados nas secretarias municipais de assistência social ou nos Centros de Referência de Assistência Social (Cras) são computados no Cadastro Único e ajudam a identificar os mais pobres e a formular e implementar políticas específicas, que contribuem para a redução das vulnerabilidades sociais a que as famílias de baixa renda estão expostas. Todas as informações do sistema podem ser utilizadas pelos governos municipais, estaduais e federal.

Os beneficiários do Bolsa Família que já melhoraram de renda e que não precisam mais do benefício, continuam no Cadastro Único e podem continuar a acessar outros programas sociais do governo, como a tarifa social de energia elétrica, inscrição no Minha Casa, Minha Vida, cursos do Pronatec e recebimento de cisternas, entre outros.

Fonte:
Portal Planalto, com informações do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Agência Brasil e TV NBR.