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Área de comércio com a União Europeia será prioridade do Mercosul em 2015, afirma Dilma

Relações Bilaterais

Anúncio aconteceu após reunião privada de Dilma com o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que faz visita de Estado ao Brasil. Decisão visa fortalecer o bloco sul-americano
por Portal Planalto publicado: 21/05/2015 17h17 última modificação: 21/05/2015 17h17
Roberto Stuckert Filho/PR Dilma Rousseff e Tabaré Vázquez fazem declaração à imprensa após reunião

Dilma Rousseff e Tabaré Vázquez fazem declaração à imprensa após reunião

A criação de uma área estratégica de comércio com a União Europeia será a agenda prioritária do Mercosul em 2015. O anúncio foi feito pela presidenta Dilma Rousseff nesta quinta-feira (21), no Palácio do Planalto, após reunião com o presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, que faz visita de Estado ao Brasil.

Em seu discurso à imprensa, Dilma afirmou que os dois presidentes concordaram sobre a necessidade de fortalecer o Mercosul enquanto bloco econômico e destacou a importância da região se adaptar às novas circunstâncias e construir programas para a redução de assimetrias entre os países membros.

“Vamos propor à União Europeia que definamos, para o mais breve prazo possível, a data de apresentação simultânea das nossas ofertas comerciais”, disse a presidenta.

Em 2014, o comércio interno no Mercosul movimentou US$ 52 bilhões, número 11 vezes maior que o valor praticado desde a criação do bloco, em 1991. No período de 2010 a 2014, a balança comercial do Mercosul em relação ao resto do mundo foi positiva e atingiu o superávit de US$ 27 bilhões em 2014. Já o saldo da balança comercial do Brasil em relação ao bloco foi favorável durante o mesmo período, registrando superávit de US$ 6,61 bilhões no ano passado.

“No atual semestre, presidido pelo Brasil, estamos trabalhando pela renovação do Focem [Fundo para a Convergência Estrutural e Fortalecimento Institucional do Mercosul], o fundo que foi tão importante no financiamento de obras de infraestrutura. Ele foi responsável por mais de 40 projetos somando cerca de US$ 1 bilhão em recursos alocados. Vamos continuar aperfeiçoando o Mercosul, superando as dificuldades conjunturais e diversificando nossas parcerias comerciais”, salientou.

Em relação à parceria entre Brasil e Uruguai, a presidenta ressaltou que houve um estreitamento significativo entre as duas nações, sobretudo após a criação do Grupo de Alto Nível Brasil-Uruguai, em 2012.

Infraestrutura

A presidenta anunciou ainda que, até setembro deste ano, será publicado o edital de licitação das obras das duas pontes sobre o rio Jaguarão, que ampliarão o intercâmbio comercial e turístico entre Brasil e Uruguai.

Além disso, a ponte internacional Barão de Mauá, construída em 1927, será restaurada, o que permitirá a conservação de um patrimônio histórico significativo na história dos países.

Parceria energética

Segundo Dilma, já está em fase de conclusão a linha de transmissão energética de 411 quilômetros entre São Carlos e Candiota. A obra vai permitir a integração dos sistemas elétricos dos dois países, permitindo uma melhor complementaridade energéticas dos países.

A presidenta lembrou ainda da construção do Parque Eólico de Artilleros por meio de uma parceria pioneira entra a Eletrobrás e a empresa uruguaia UTE na área de energia renovável.

Relações comerciais

Os mandatários discutiram também sobre mecanismos para impulsionar a integração das cadeias produtivas, de modo que seja possível aproveitar as sinergias existentes entre as indústrias das duas nações, nos setores naval, automotivo, e energético.

Atualmente, o Brasil é o principal destino das exportações uruguaias e o segundo maior fornecedor de produtos para o país. Em 2014, o intercâmbio bilateral alcançou US$ 4,9 bilhões, superando o recorde histórico de 2012. Entre 2009 e 2013, o intercâmbio comercial entre os países cresceu 47,6%.

Venezuela

Os dois presidentes debateram também sobre a situação da Venezuela e, de acordo com Dilma Rousseff, ambos concordaram que as autoridades daquele país devem buscar solucionar, pacifica e democraticamente, os conflitos, as dificuldades e os desafios existentes, observando o marco constitucional do país. 

“A Unasul [União de Nações Sul-Americanas] tem papel fundamental a cumprir: estimula a moderação, o diálogo e o respeito às instituições. O entendimento entre os venezuelanos interessa ao conjunto dos latino-americanos”.

Escola de Defesa

A Escola Sul-Americana de Defesa, inaugurada em abril de 2015, tornou-se o primeiro centro articulado de altos estudos para formação de civis e militares, com cursos compartilhados e troca de experiências de defesa, da região.

Sediada em Quito, no Equador, a Escola é coordenada pelo brasileiro, Antônio Jorge Ramalho, assessor especial do Ministério da Defesa  e professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB). 

Conheça os marcos das relações entre os dois países

Fonte:

Portal Planalto, com informações do Ministério das Relações Exteriores e TV NBR