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Selo do Governo Federal ajuda a mulher a conquistar igualdade no ambiente do trabalho

Especial Dia do Trabalho

Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça atua para disseminar novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional das empresas brasileiras
por Portal Planalto publicado: 30/04/2015 17h25 última modificação: 30/04/2015 19h55

A necessidade de ampliar as oportunidades de trabalho para os jovens, as mulheres, à população negra e as pessoas com deficiência foi um dos temas debatidos entre autoridades federais, na IV Reunião de Ministros do Comitê Executivo da Agenda Nacional de Trabalho Decente (ANTD), realizada nesta quarta-feira (29).

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"É uma agenda prioritária para o nosso país, e certamente vamos evoluir. A relação entre trabalho e gênero é histórica, com jovens, negros e mulheres interagindo. Vamos construir pontos de consenso para um diagnóstico que impacte em políticas públicas cada vez mais eficientes e em uma democracia mais sólida", afirmou a ministra Nilma Gomes, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial.

O estudo “Estatísticas de Gênero - Uma análise dos resultados do Censo Demográfico 2010”, divulgado em 2014, e produzido pelo IBGE em parceria com a Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM) e a Diretoria de Políticas para Mulheres Rurais e Quilombolas do Ministério do Desenvolvimento Agrário (DPMRQ/MDA), detalha o cenário hostil a que as mulheres brasileiras estão submetidas.

Segundo as informações levantadas, elas estudam mais, mas possuem formação em áreas que geram menores rendimentos; estão mais presentes no mercado de trabalho, mas continuam ganhando menos e caminham mais lentamente rumo à formalização; ganharam espaço entre os responsáveis pelas famílias e domicílios; e, mesmo entre elas, há importantes diferenciais regionais e de cor ou raça, que reforçam as desigualdades de gênero ainda enfrentadas pelas mulheres no Brasil.

Alguns programas do Governo Federal têm intensificado ações para reverter esse cenário. O Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça é um deles. Coordenado pela Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), atua para disseminar novas concepções na gestão de pessoas e na cultura organizacional das empresas. É especialmente direcionado para aquelas de médio e grande porte, públicas e privadas, com personalidade jurídica própria. A adesão ao programa é voluntária.

Ao se conveniar, a empresa assume o compromisso de elaborar um plano de ação em que detalha como vai desenvolver ações de equidade de gênero e raça, de forma transversal e interseccional, dentro da organização, para conquistar resultados efetivos em termos de qualidade do ambiente de trabalho e produtividade.

Após a confirmação de que a empresa conquistou as metas do plano de ação, ela conquista o selo Pró-Equidade de Gênero e Raça. 

Por meio de políticas públicas com esse perfil, o país já tem colhido números mais positivos na relação entre gênero e trabalho. O relatório “Progresso das Mulheres no Mundo 2015-2016: Transformar as economias para realizar os direitos”, divulgado na última segunda-feira (27) pela Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, destaca o crescimento de oportunidades para as brasileiras.

Segundo o documento, entre 2001 a 2009, a taxa de participação da mulher na população ativa subiu de 54% para 58% no país. Também houve registro de aumento na porcentagem de brasileiras com carteira assinada – de 30% para 35%.

O estudo da ONU destaca ainda os 17 milhões novos postos de trabalho no país – sendo mais de 10 milhões com carteira assinada –, criados entre 2001 e 2009. 

Fontes:
Portal Planalto com informações do IBGE, Ministério do Trabalho e Emprego, Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres, e Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM).