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Ajuste fiscal é o primeiro passo para retomada do crescimento econômico, afirma Levy

Economia

Para ministro da Fazenda, PIB pode retomar a rota de crescimento até o fim de 2015
por Portal Planalto publicado: 29/04/2015 18h04 última modificação: 30/04/2015 12h31

As medidas de ajustes nas contas do governo federal não atrapalharão o crescimento econômico, afirmou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. Em audiência na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (29), o ministro reafirmou a importância dos ajustes, ressaltando que o PIB pode retomar a rota de crescimento até o fim de 2015. 

Para Levy, existe a percepção no mercado de que as medidas propostas pelo governo são importantes para melhorar o desempenho da economia, com o apoio do setor privado.

O governo estima que as medidas provisórias 664 e 665 – que adequam alguns programas do INSS e do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) à nova realidade econômica e social do País – reduzirão em R$ 18 bilhões as despesas sociais obrigatórias. “O Brasil tem oportunidades de crescimento que poucos países têm”, disse.

Para fortalecer a saúde da economia brasileira frente à crise internacional e impedir que a geração de empregos seja afetada, o governo federal tem promovido várias ações de ajuste fiscal, para reduzir algumas de suas despesas como folhas de pagamento, processos licitatórios e viagens de servidores. A busca da sustentabilidade fiscal preserva os direitos dos trabalhadores, o acesso à educação e outras políticas do governo.

Levy observou, também, que o risco de o Brasil perder o grau de investimento, nota atribuída pelas agências de classificação de risco, é bem menor agora do que quando assumiu o cargo de ministro da Fazenda. Para ele, existe a percepção no mercado de que as medidas propostas pelo governo são importantes para melhorar a saúde da economia.

O ministro defendeu, ainda, a redução do Custo Brasil (conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem a aplicação de recursos estrangeiros no Brasil) para atrair novos investimentos e melhorar a renda do trabalhador.

A implementação das medidas de ajuste pode, além de garantir a competitividade da economia, proteger os ganhos sociais e a classe média, afirmou em discurso alinhado à declaração da presidenta Dilma Rousseff no início do ano. “Os direitos trabalhistas são intocáveis. E não será o nosso governo, um governo dos trabalhadores, que irá revogá-los", disse a presidenta durante reunião ministerial em janeiro.

Superávit primário e reversão de tendência

Em março, o governo central – que reúne as contas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – economizou R$ 1,463 bilhão. O secretário do Tesouro, Marcelo Saintive, afirmou que o resultado do superávit primário divulgado nesta quarta-feira (29) é um sinal importante de reversão de tendências. No mês de fevereiro, as contas fecharam com déficit de R$ 7,4 bilhões: “A mensagem desse resultado é que caminhamos para uma redução”, explicou.

Saintive também afirmou acreditar que é possível atingir a meta de superávit primário de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos em um país) neste ano. “Vamos perseguir a meta”, declarou.


Fonte:

Portal Planalto, com informações da Agência Brasil e da Câmara dos Deputados