Governo brasileiro mantém economia em meio a crise mundial e superávit primário chega a R$ 2,8 bilhões em junho
Em meio à desaceleração da economia, gerada pela crise mundial, o governo brasileiro conseguiu economizar R$ 2,794 bilhões em junho, segundo dados do Tesouro Nacional, divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (31). O superávit primário é um esforço de economia feito pelo governo para pagar os juros da dívida do setor público.
O Governo Central (formado pelo Tesouro, Banco Central e Previdência Social) e as empresas estatais registraram superávits de R$ 2 bilhões e de R$ 1,1 bilhão, respectivamente. Já os governo regionais tiveram déficit de R$ 333 milhões.
No ano, o superávit primário atingiu R$ 65,7 bilhões (3,06% do PIB), comparativamente a R$ 78,2 bilhões (3,90% do PIB) no primeiro semestre de 2011. No acumulado em 12 meses o superávit atingiu R$116,2 bilhões (2,71% do PIB).
Segundo o secretário do Tesouro, Arno Augustin, a tendência é manter as receitas positivas da Previdência Social em 2012 e cumprir a meta fiscal do ano. Ele lembrou que o governo federal já cumpriu a meta de superávit primário do segundo semestre e que o país já está acima da meta do quadrimestre desde o resultado de maio.
O secretário citou ainda a possibilidade de o governo lançar um conjunto de medidas, inclusive concessões ao setor de infraestrutura. Essa seria parte da estratégia trabalhar mais com investimentos e recursos da iniciativa privada, ao lado dos recursos Orçamento. Para ele, com a queda dos juros, recursos que atualmente estão no sistema financeiro tendem a ser investidos no lado real da economia.
Juros refletem menos dias úteis de junho
Os juros nominais, apropriados por competência, alcançaram R$ 16,1 bilhões em junho, comparativamente a R$ 18,7 bilhões em maio. Segundo o Banco Central, contribuiu para esse declínio o menor número de dias úteis no mês. No acumulado no ano, os juros alcançaram R$ 111 bilhões (5,18% do PIB), reduzindo-se 0,79 pontos percentuais (p.p.) do PIB em relação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução foi influenciada pela trajetória de queda da taxa Selic e pela menor variação observada nos principais índices de preços. No acumulado em 12 meses, os juros nominais alcançaram R$ 228 bilhões (5,33% do PIB).
O resultado nominal, que inclui o superávit primário e os juros nominais apropriados, registrou déficit de R$ 13,3 bilhões em junho. No ano, o déficit nominal alcançou R$45,4 bilhões (2,12% do PIB), comparativamente a R$41,6 bilhões (2,07% do PIB) no mesmo período de 2011. No acumulado em 12 meses, o déficit nominal alcançou R$ 111,8 bilhões (2,61% do PIB), comparativamente a R$ 104,1 bilhões (2,44% do PIB) até maio.
O déficit nominal do mês foi financiado pelas expansões de R$ 24 bilhões na dívida mobiliária em mercado e de R$ 7 bilhões nas demais fontes de financiamento interno, que incluem a base monetária, contrabalançadas, parcialmente, pelas reduções de R$ 17,4 bilhões na dívida bancária líquida e de R$310 milhões no financiamento externo líquido.
Fonte: Portal Planalto