Emprego e vendas no varejo voltam a crescer e indicam retomada da atividade econômica
Indicadores divulgados nesta semana pelo Ministério do Trabalho e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sinalizam a retomada do crescimento da economia brasileira. Entre eles, o crescimento de 6,1% nas vendas do varejo ampliado em junho; o salto de 16,4% nas vendas de veículos e autopeças em junho e a criação de 142,5 mil empregos em julho.
Segundo a presidenta Dilma Rousseff, o resultado é uma resposta às medidas anticíclicas adotadas pelo governo, como investimentos públicos, estímulo à competitividade das empresas, concessão de crédito a juros mais baixos e a desoneração da folha de vários setores, especialmente da indústria automobilística.
“O Brasil continua sendo um dos países que mais vai crescer, porque tem tido uma postura de combate à crise que se caracteriza pela ampliação do investimento”, afirmou a presidenta nesta sexta-feira (17), na inauguração de uma fábrica em Maceió. Ela acrescentou que os empresários brasileiros também continuam fazendo investimentos, apesar da crise internacional.
Crescem vendas do varejo
A pesquisa do IBGE aponta crescimento de 6,1% nas vendas do varejo ampliado entre maio e junho e a alta de 1,9% na receita, com destaque para o incremento de 16,4% na comercialização de motos, veículos e autopeças. Em relação a junho do ano passado, o acréscimo foi de 9,5%; no semestre, 9,1%; e no acumulado dos últimos 12 meses, 7,5%.
Ainda de acordo com o IBGE as seguintes atividades registraram dados positivos: veículos e motos, autopeças (16,4%); móveis e eletrodomésticos (5,3%); livros, jornais, revistas e papelaria (4,3%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,7%); combustíveis e lubrificantes (1,1%); material de construção (1,0%); hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,8%); tecidos, vestuário e calçados (0,4%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,4%). Somente o segmento de equipamentos e material para escritório, informática e comunicação registrou índice negativo (-8,9%).
Criados 142.496 novos empregos
No mercado de trabalho, os números divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego também surpreenderam, revelando que foram criados 142.496 vagas com carteira assinada, contra 140.563 postos no mesmo mês do ano passado, um crescimento de 4,7%. O crescimento percentual foi de 18,3% em relação às 120 mil vagas apuradas pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged/MTb).
O resultado de julho reverte a tendência de queda verificada nos meses anteriores e, pela primeira vez, houve crescimento de emprego em todos os estados. São Paulo liderou o ranking (47.837), com Minas Gerais (19.216) na seqüência e, depois, o Rio de Janeiro.
A área urbana registrou o maior crescimento, criando 69.382 vagas. O Setor de Serviços impulsionou a oferta de empregos, oferecendo 39.060 novos postos de trabalho, seguido da Construção Civil (25.433) e Agricultura (23.951). Nos últimos 12 meses foram gerados 1.232.843 empregos com carteira assinada.
Empresários estão mais otimistas
O índice de confiança do empresariado cresceu 1,2 pontos em agosto, sobre o mês anterior, chegando a 54,5 pontos, depois de acentuada queda em junho, segundo pesquisa divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Esses indicadores referenciais variam de 0 a 100.
Bolsa de valores reage
No mercado de capitais a reação também foi positiva. Na quinta-feira (16), a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) retornou ao maior patamar negociado nos últimos três meses, fechando em alta de 2,16%, aos 59.445 pontos.
Fonte: Portal Planalto