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Com gratuidade, oferta de medicamentos para asma cresce quase 30%

21/06/2012 às 13h54

Desde o dia 4 de junho, quando começaram a ser distribuídos gratuitamente três medicamentos contra a asma, o número de beneficiados aumentou 28% em todo o país. De acordo com dados divulgados pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira (21), Dia Nacional de Controle da Asma, em duas semanas, de 4 a 18 de junho, 31.176 pessoas retiraram os antiasmáticos das farmácias populares. Nos 15 dias que antecederam o início da gratuidade, 24.344 pessoas haviam comprado os medicamentos com até 90% de desconto nas farmácias.

A distribuição do medicamento é um dos eixos previstos na ação Brasil Carinhoso, lançado em maio pela presidenta Dilma Rousseff, que pretende ampliar a prevenção e o tratamento de doenças que afetam as crianças. Segundo Ministério da Saúde, a asma está entre as principais causas de internação entre crianças na faixa estaria de zero a seis anos. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças com estas idades. Os remédios estão disponíveis de graça para toda a população, independente da faixa etária, já que cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por causa da doença.

“Acreditamos que o  acesso a remédios de graça mais perto de casa e do trabalho das pessoas, em toda rede do Aqui Tem Farmácia Popular, vai ajudar a aliviar o sofrimento das crianças e dos pais, pois vai reduzir a necessidade de irem para os pronto-socorros, diminuir as internações e os óbitos”, avaliou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.

Os dados do ministério mostram que, com a gratuidade, em alguns estados o crescimento do número de pacientes que retiraram os medicamentos ultrapassou 60%. No Rio Grande do Sul, por exemplo, o aumento foi de 64% no número de beneficiados com os remédios. Em 15 dias, 8,7 mil pessoas retiraram medicamentos no estado, contra 5,3 mil que haviam retirado nas duas semanas anteriores à gratuidade. Mesmo antes da gratuidade, o governo federal já arcava com 90% do custo dos remédios e os consumidores apenas com 10%. Agora, o governo assume a contrapartida que era paga pelo cidadão.

Fonte: Portal do Planalto

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