Brasil quer mostrar na Rio+20 que estratégias bem-sucedidas de combate à pobreza são essenciais ao desenvolvimento sustentável
A meta da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável (Rio+20), que será realizada no Rio de Janeiro de 20 a 22 de junho, é assegurar a tomada de decisões concretas para um comprometimento político com o desenvolvimento sustentável. O secretário-geral das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu no último domingo (10) que os países intensifiquem esforços para alcançar decisões que reduzam a pobreza, promovendo empregos decentes, energia limpa e mais sustentável e o uso justo de recursos.
"A Rio +20 é uma oportunidade única em uma geração para fazer um progresso real para a economia sustentável do futuro", disse Ban Ki-moon em entrevista na sede da ONU em Nova York. Já o Brasil pretende ampliar o debate sobre inclusão social, colocando a erradicação da pobreza como premissa essencial à sustentabilidade.
Em vídeo publicado nesta segunda-feira (11), no Youtube, a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, convidou todos a participarem da Arena Socioambiental, tanto fisicamente como nos momentos de interação pela internet. Neste espaço, promovido pelo governo federal para dialogar com a sociedade civil durante a conferência, serão apresentadas ao mundo estratégias brasileiras bem-sucedidas de combate à pobreza e às desigualdades sociais no contexto do desenvolvimento sustentável.
Montada nos pilotis e jardins do Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, a Arena será palco de debates, exposições e atividades culturais a partir de sábado (16). Haverá também uma feira de produtos representativos da rica sociobiodiversidade brasileira. O acesso é livre.
Um dos locais mais movimentados da Arena Socioambiental será o Espaço Encontros Globais, que vai funcionar até o dia 22, das 14h30 às 19h30. Lá haverá dois debates diários com transmissão ao vivo e interativa pela internet, nos quais nomes de destaque do governo, representantes da sociedade civil e convidados tratarão dos desafios do desenvolvimento sustentável.
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Organização do evento
Cento e quinze chefes de Estado e de governo estarão presentes à Rio+20 e a expectativa é de que cerca de 50 mil pessoas participem do encontro, informou nesta segunda-feira o Ministério das Relações Exteriores. A conferência está dividida em três momentos diferentes.
O ciclo de debates, que antecede a Rio+20, já começou – ele acontece de 11 a 14 de junho, com oito painéis. Os temas em discussão estão ligados à agenda ambiental, como produção e consumo, florestas, reciclagem, economia, certificação, juventude e sustentabilidade. Entre os debatedores participam especialistas nacionais e internacionais, como no caso do painel Produção e Consumo Sustentáveis, que contará com a participação da diretora do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Sylvie Lemmet.
A segunda etapa será de 16 a 22 de junho, em que ocorrerão debates socioambientais. A discussão se concentrará na Arena da Barra, com dez salas de reunião para discussão. Porém, alguns eventos serão simultâneos. Estão previstos espaços de debates também no Parque do Flamengo, eventos no Museu de Arte Moderna, Píer Mauá e espetáculos. É nessa etapa que será realizada a Arena Socioambiental.
Na última etapa da conferência, de 20 a 22 de junho, os presidentes da República e primeiros-ministros, além de dirigentes de organizações da ONU analisarão todos os documentos elaborados ao longo da conferencia e vão apresentar uma declaração final.
Fonte: Portal Planalto