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Estudantes do campo recebem livros que abordam contextos e temáticas das comunidades rurais

por Portal Planalto publicado: 06/03/2013 20h27 última modificação: 06/03/2013 20h27

A partir deste ano, mais de 2 milhões de estudantes de escolas do campo contarão com livros didáticos específicos e direcionados à realidade das comunidades rurais. Os livros atenderão alunos das séries iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) e de classes multisseriadas, matriculados em 63.791 escolas. Serão 4.550.603 exemplares, que devem ser entregues às secretarias municipais até o dia 15 de março. 

Antes desta iniciativa, os livros distribuídos aos estudantes do campo eram os mesmos que eram destinados aos alunos de escolas urbanas. 

O atendimento diferenciado no âmbito do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), com a criação do PNLD-Campo, surgiu a partir da instituição do Programa Nacional de Educação do Campo (Pronacampo), lançado pela presidenta Dilma Rousseff no ano passado. 

“O Pronacampo tem um olhar diferenciado do campo, tendo em vista a necessidade de ampliar o número de matrículas e promover o desenvolvimento das escolas para melhorar o aprendizado, além de outras ações para fortalecer essas escolas”, explica a secretária de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação, Macaé Evaristo. 

O processo de seleção e aquisição das obras por parte do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação seguiu os mesmos procedimentos adotados no Programa Nacional do Livro Didático e a distribuição dos livros também será semelhante: distribuição integral das obras a cada três anos, com reposição de perdas e complementação das novas matrículas nos anos intermediários. 

Para esta edição do PNLD-Campo, duas coleções foram aprovadas pelos especialistas que avaliam o conteúdo dos livros inscritos pela editoras, com livros para atender todas as séries iniciais do ensino fundamental, com todas as disciplinas e conteúdos didáticos previstos nos Parâmetros Curriculares Nacionais. 

A diferença são as ilustrações e os temas que contextualizam as atividades, com demonstração de identidades socioterritoriais representativas do campo, tais como formas de moradia, espaços sociais, práticas culturais, festas populares, hábitos alimentares e canções populares. 

Para Macaé, a escola tem de dialogar com a identidade das pessoas. “Ao fazer isso, há um fortalecimento daquele território onde a escola está inserida e um incentivo para que o estudante permaneça na escola”, afirma. 

As obras oferecidas pelo PNLD-Campo para este ano constam do Guia do Livro Didático do PNLD-Campo, que contém o resumo das coleções. 

Mais informações na página do PNLD na internet. 

Fonte: Portal Planalto

Assunto(s): Governo federal