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Energia elétrica

Investimentos em energia renovável terão linha de crédito de R$ 2,2 bi

publicado: 27/09/2018 17h07, última modificação: 27/09/2018 17h07
Intenção do BNDES é apoiar projetos de pessoas físicas e de pequenas e médias empresas
Cerimônia no Rio de Janeiro marcou o lançamento da nova linha

Integrantes do governo e representantes do BNDES participaram da cerimônia - Foto: Alan Santos/PR

Uma linha de crédito permanente de R$ 2,2 bilhões vai impulsionar os investimentos em projetos para geração de energias renováveis no Brasil. Lançada nesta quinta-feira (27) pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), ela tem como público-alvo pessoas físicas e pequenas e médias empresas.

A linha BNDES Finame – Energia Renovável financiará a aquisição de sistemas de geração fotovoltaicos, aerogeradores, serviços de instalação, entre outros equipamentos, com prazo que chega a 10 anos e carência de dois anos e com até 100% dos itens financiáveis.

De acordo com o BNDES, o financiamento pode ser corrigido pela Taxa de Longo Prazo (TLP), atualmente em 6,76% ao ano, pela taxa Selic – fixada em 6,5% ao ano – ou a taxa fixa do banco, no caso das empresas, que varia entre 8,95% ao ano e 9,71% ao ano.

Sustentabilidade

Ao discursar durante cerimônia de lançamento da nova modalidade, o presidente da República, Michel Temer, ressaltou que a medida está em linha com o compromisso do governo federal de estimular o desenvolvimento econômico e social de forma sustentável, gerando benefícios para as empresas e para a população. 

"A utilização dessa linha tem duas vertentes: a social, porque permite que pessoas gastem menos com energia, e o segundo ponto que é ambiental, o tal desenvolvimento sustentável se revela precisamente nesses momentos", disse ele. 

Oportunidades

Em entrevista ao Planalto, o presidente do BNDES, Dyogo Oliveira, argumentou que a nova linha será importante para estimular a geração de energia limpa e impulsionar o desenvolvimento de novas tecnologias no Brasil. 

"A nossa percepção é que o Brasil tem uma grande oportunidade não só de impulsionar fontes alternativas de energia, mas de participar do desenvolvimento de novas tecnologias de geração dessas energias", apontou. Segundo ele, o País já conta com uma participação muito significativa de energias renováveis na matriz energética brasileira. 

Dados da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) colocam o Brasil como terceiro maior produtor de energia renovável no mundo, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, respectivamente.

Fonte: Governo do Brasil, com informações do BNDES e IEA

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Assunto(s): Economia e Finanças